Terceirizados da Educação denunciam atrasos nos salários; empresa responsável nega

16/nov 19:45
Por Luana Motta

Funcionários contratados pela empresa terceirizada De Sá, que presta serviços para a Secretaria de Educação, denunciam que houve atrasos nos pagamentos dos salários de outubro. O depósito deveria ter sido feito no quinto dia útil do mês de novembro, mas foi pago apenas no último fim de semana. Além disso, os trabalhadores dizem que o vale alimentação, que deveria ter sido pago no dia 1º, ainda não foi creditado. A empresa nega que haja atraso nos pagamentos. 

A contratação foi feita em 13 de setembro, e de acordo com a denúncia dos funcionários, o pagamento referente ao primeiro mês foi feito na data prevista. Já no segundo mês, referente a outubro, o pagamento não entrou na data certa. Eles temem que o problema se repita, causando prejuízos para os funcionários que dependem exclusivamente da renda. 

Empresa diz que houve “atrasos pontuais” por “problemas em contas bancárias”

Em resposta à Tribuna, o diretor operacional da De Sá, Tiago Álvaro, disse que neste mês houve atrasos pontuais devido aos problemas nas contas bancárias dos funcionários, e que estes receberam até a última sexta-feira, dia 12, por meio de pix. De acordo com Tiago, o pagamento do vale alimentação foi feito em duas etapas neste mês, a primeira no começo do mês e a segunda seria creditada até esta terça-feira, 16. 

À Tribuna, a Secretaria de Educação disse que o pagamento do município à empresa terceirizada está sendo feito sem atrasos. E que a secretaria já está em contato com a empresa a fim de apurar a denúncia.

Contratação de terceirizada criou polêmica na comunidade escolar

A empresa De Sá é responsável pela contratação de profissionais de apoio para atuar nas unidades escolares da rede municipal. O contrato emergencial feito pelo governo interino contratou 1,1 mil profissionais para trabalhar como inspetores, cozinheiros, serviços gerais e motoristas, para a retomada do ensino híbrido no município.

A contratação foi muito criticada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE), que cobrou esclarecimentos da Secretaria de Educação sobre o contrato. A dispensa de licitação se deu pela urgência na reabertura das escolas para o ensino híbrido, embora a primeira autorização para a retomada das atividades presenciais nas escolas tenha sido feita em maio pelo prefeito interino Hingo Hammes.

A Secretaria de Educação não deu mais esclarecimentos em relação à contratação e o contrato ainda não foi disponibilizado no Portal da Transparência.

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