Enquanto Comdep e Inea debatem falta de maquinário, leitos dos rios ainda estão assoreados por falta de mão de obra para dragagem manual

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  • 02/jul 16:04
    Por João Vitor Brum

    Na última semana, durante uma audiência sobre macrodrenagem, realizada pela 4ª Vara Cível e Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o presidente do Inea, Philipe Campello, e o presidente da Comdep, Leonardo França, disseram que a dragagem dos rios na cidade ainda não avançou como deveria porque o total de máquinas operando é inferior ao necessário. Por isso, 120 mil toneladas de detritos ainda estão nos leitos dos rios, a apenas três meses de outubro, quando termina o período de estiagem, expondo a cidade novamente a riscos.

    Além de falta de maquinário, falta mão de obra, já que, segundo os presidentes do Instituo Estadual e da Companhia Municipal, em trechos do Rio Quitandinha que passam pela Rua Coronel Veiga, o trabalho de dragagem precisa ser feita manualmente, por causa de pontes e tubulações ao longo do rio.

    Na visita desta sexta-feira (1º), realizada pelo juiz Jorge Luiz Martins, titular da 4ª Vara Cível, e técnicos especialistas, foi verificado que todos os trechos precisam receber exatamente a dragagem manual, cada um com suas peculiaridades para remover os detritos. 

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    Em uma ponte do Morin, por exemplo, acima do Rio Palatino, uma viga bem no meio do leito inviabiliza o trabalho de uma máquina. Já na Praça Pasteur, a largura limitada do leito também obriga que a dragagem seja realizada manualmente. Entretanto, nenhum trabalho foi iniciado nestes locais.

    Uma das técnicas presentes na vistoria, a engenheira sanitarista, Diretora do Comitê Piabanha e Pesquisadora da Fiocruz, Rafaella Fachetti, destacou que é necessário fazer os trabalhos manual e com máquinas simultaneamente, em diferentes trechos, para que os sedimentos não continuem descendo.

    “A maior parte dos rios só pode receber dragagem manual, e isso é muito necessário. Não adianta fazer (a dragagem) apenas com máquinas e sem planejamento, pois o trecho que deve ser manual e está assoreado pode levar o sedimento para onde já foi feita a dragagem com máquinas, assoreando novamente o local”, explicou Rafaella.

    Um dos trechos da cidade que já passou por dragagens com máquinas foi a Praça da Confluência, no Palácio de Cristal, onde o Rio Quitandinha desemboca no Rio Piabanha. Poucos meses após os trabalhos, parte do leito já está assoreado novamente, evidenciando a necessidade de entrosamento dos trabalhos realizados.

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