Empresa que vendeu ingressos para show sem autorização da Prefeitura adia evento: só em maio de 2022

17/out 10:09
Por Philippe Fernandes

O Samba Itaipava, show de pagode que seria realizado daqui a dez dias, foi adiado pela empresa Dois Entretenimento. A empresa fez o anúncio na noite de sábado (16), pelas redes sociais. Mesmo sem autorização da Prefeitura, a empresa estava vendendo ingressos e anunciando atrações de renome nacional, como a banda Menos é Mais, para a atração, que seria realizada no Parque Municipal.

Em nota publicada nas redes sociais, a Dois Entretenimento afirma que “aguardou o máximo possível para termos a viabilidade de realização, porém não podemos esperar mais tempo, pois além da entrega do evento ficar comprometida, estaríamos prejudicando a programação do público”.

A empresa organizadora do show disse que chegou à conclusão de adiar o evento “em consonância com a Prefeitura e produtores do setor”. “Vamos acompanhar a decisão de esperar mais um pouco. Mas pode contar que é muito pouco mesmo!”, afirma.

Mas a nova data anunciada não é tão próxima assim: a empresa agora garante que o evento será realizado em 29 de maio de 2022.

Ingressos

Após ter vendido os ingressos mesmo sem ter a autorização da Prefeitura, a empresa responsável pelo show diz que irá reembolsar os tickets em 100%. A LM Pass, responsável pelo sistema de ingressos, está comunicando as operadoras de cartão e no início da próxima semana vai informar o prazo para recebimento do estorno.

Segundo evento cancelado: faltam regras comuns

Este já é o segundo show programado para o espaço que foi cancelado. No final de setembro, a organização do Rock the Mountain, que também levaria shows de peso para Itaipava, foi desmarcado. “A instabilidade do cenário atual e incerteza sobre o futuro próximo, nos obriga a entender, com o coração partido, que ainda não é o momento para nos encontrarmos”, disse a organização do evento, que teria nomes como Caetano Veloso, Gal Costa e Alceu Valença.

Em Petrópolis não há regras ou protocolos comuns a todos os eventos, como acontece em cidades como Rio e São Paulo. A Prefeitura diz apenas que “não há proibição de eventos, mas de aglomeração”, e avalia os eventos caso a caso.

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