Vice-presidente da Câmara vai pedir alteração da composição do Comutran, após aumento no preço da passagem ser aprovado

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  • 13/maio 09:46
    Por Redação/Tribuna de Petrópolis

    O vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Fred Procópio (PL), anunciou que vai pedir, através de projeto de lei, a alteração da composição do Conselho Municipal de Trânsito (Comutran), órgão consultivo que opina sobre as questões do setor e, em especial, o transporte público e a tarifa de ônibus. O aumento ainda vai ser definido pelo prefeito Rubens Bomtempo, mas o Comutran já opinou de forma favorável sobre a planilha de custos apresentada pela CPTrans, companhia que gerencia o sistema na cidade.

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    “O reajuste é danoso para o município, para todos os empregadores, para a nossa retomada econômica, principalmente depois da pandemia e a tragédia das chuvas. A tarifa a R$ 4,95 só é boa para as empresas de ônibus”, afirma o vereador que na sessão plenária de quarta-feira (11) expôs porque irá tomar a iniciativa de propor mudanças no Comutran.

    “A composição do Conselho é formada de maneira a não permitir que a sociedade tenha seus anseios discutidos e debatidos. A proposta é reduzir os assentos destinados às empresas de ônibus e aumentar as cadeiras dos vereadores e da sociedade civil organizada tornando o Comutran mais paritário, mas assertivo nos assuntos que mexem com o bolso e o dia a dia do cidadão”, completa Fred.

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    O vereador também entregou um ofício com abaixo-assinado com mais de 1,2 mil assinaturas de usuários da Viação Cascatinha. O documento foi lido e aprovado pelo Comutran e será enviado ao prefeito Rubens Bomtempo.

    Além de um abaixo-assinado com mais de 1,2 mil assinaturas de usuários da Viação Cascatinha, duas moções de repúdio assinadas pela Câmara serão enviadas ao prefeito Rubens Bomtempo.
    Foto: Divulgação/Câmara Municipal

    “É a legítima manifestação da população sobre a empresa que não tem mais condições de prestar serviços na nossa cidade. Acompanham o documento duas moções de repúdio assinadas pela Câmara de Vereadores. “É a forma de tornar pública e oficial a insatisfação dos usuários para que o prefeito tome ciência que a empresa não tem capacidade técnica nem financeira de atuar”, pontua o vereador.

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