Uso de álcool e drogas incomoda moradores da Vila Macedo

  • Continua após o anúncio
  • Continua após o anúncio
  • 28/04/2016 14:00

    Moradores estão incomodados com a venda e consumo de drogas e bebidas alcoólicas em vários pontos da cidade. Grupos de adolescentes e, principalmente de menores de idade, reúnem-se, na maioria das vezes, nos fins de tarde e durante a noite para uso e venda de entorpecentes em diferentes bairros, desde o Centro até a Posse.

    A Vila Macedo, por exemplo, que fica por trás da Rua Marechal Deodoro, próximo ao Edifício Banespa, é um dos pontos que atualmente são mais frequentados por usuários de drogas no centro da cidade. Quem trabalha nos arredores acaba evitando passar pelo local. “Eu trabalho aqui perto e passo pela Vila todos os dias. Quando eu chego no trabalho é tranquilo, sempre tem movimento, apesar de eu suspeitar de algumas pessoas. Porém, na hora da saída, eu prefiro sair acompanhada. Então espero minha colega sair comigo para evitar ficar andando sozinha por aqui, porque tenho medo de ser abordada por algum deles”, disse uma jovem de 21 anos que preferiu não ser identificada. 

    Um homem que trabalha em um prédio próximo relatou à nossa equipe que além do uso de droga, o local é conhecido como ponto de venda. “Aqui entra e sai moto, carro e até gente a pé. Eles chegam, passam os envelopes uns para os outros em troca de dinheiro e vão embora. Esse movimento começa às 19h e vira a madrugada”, revelou.

    No bairro 24 de Maio a situação é ainda pior. Apesar do trabalho ostensivo da Polícia Militar, que firmou uma batalha incessante para combater o tráfico com o pequeno efetivo de Petrópolis, ainda há vários pontos de venda distribuídos nos becos e nas estreitas vielas e escadarias do bairro. A “Rua Nova” é um dos pontos com maior concentração de venda de droga, de acordo com moradores. “Aqui é tudo assim. Eles sentam, começam a fumar, cheirar, e aí depois do fim do dia começa o comércio. Sobe carro, moto, desce um monte de gente, cada um pega um envelope ou um saquinho, deixa o dinheiro e vai embora”, relatou um homem. 

    A situação se repete também nos distritos. Em Cascatinha, as localidades de Monte Florido e comunidade da Glória, que fica no bairro de Corrêas, o problema está presente. Em ruas estreitas e escadarias, pequenos grupos de três a cinco jovens se unem para fazer uso e venda da droga. Enquanto isso, vários olheiros estão espalhados para vigiar a chegada da polícia. “Aqui quando a polícia chega eles já sabem e saem correndo antes mesmo da abordagem. Fica difícil de pegar!”, destacou.

    No distrito da Posse o problema também se repete. Na Praça Prefeito Flávio Castrioto, próximo ao supermercado Bramil, durante o dia grupos de pessoas em situação de rua se reúnem para consumir bebidas alcoólicas. Segundo moradores, eles intimidam quem passa pelo local pedindo dinheiro para comprar bebidas, alegando estar desempregados. Já na parte da noite, o problema é outro: uso de maconha e cocaína. Vários grupos de jovens se reúnem em meio aos canteiros e jardins da praça. 

    A Polícia Militar informou que faz operações constantemente para coibir esse tipo de crime e que vai continuar intensificando os trabalhos no combate ao tráfico de drogas. O comandante, tenente-coronel Castelano, em conversa com a Tribuna, voltou a citar a proximidade de Petrópolis com o Rio de Janeiro ser um dos principais problemas a serem enfrentados pela PM na cidade. O coronel afirmou que traficantes oriundos da capital estão tentando oportunidade no tráfico em Petrópolis e ressaltou que por este motivo a PM age para interromper essa conexão e frear a chegada de drogas na cidade. O apoio da população é muito importante nesses casos, denunciando a existência de pessoas suspeitas nos bairros e localidades, para que a polícia consiga chegar a esses pontos e controlar os crimes, antes que a situação piore. Quem flagrar venda de droga pode ligar sem medo para o 26º Batalhão de Polícia Militar, por meio do disque-denúncia com anonimato garantido. O telefone é 2242-8005 ou pelo número de emergência 190. A ligação para o 190 é gratuita.

    Últimas