• Tribunal ordena que caminhoneiros saiam da principal passagem entre Canadá e EUA

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  • 11/02/2022 22:32
    Por Estadão

    Um tribunal de Ontário ordenou nesta sexta-feira, 11, que os manifestantes encerrassem o bloqueio de uma ponte importante que liga o Canadá aos Estados Unidos, enquanto o país entrava em um terceiro fim de semana de protestos de caminhoneiros autodenominado ‘comboio da liberdade’. Os protestos contra medidas impostas pela pandemia do coronavírus paralisaram a capital, desaceleraram o tráfego na fronteira e fizeram com que fabricantes de ambos os países reduzissem as operações.

    O presidente da Corte Superior de Ontário, Geoffrey Morawetz, deu aos manifestantes até as 19h (20h de Brasília) para acabar com o bloqueio na Ponte Ambassador, entre Windsor (Ontário) e Detroit (Michigan), a travessia mais movimentada da fronteira EUA-Canadá e uma rota de abastecimento vital entre as montadoras de ambos os lados.

    Não ficou imediatamente claro o que aconteceria se o prazo não fosse cumprido.

    Nesta sexta-feira, mais cedo, a Província de Ontário declarou estado de emergência e afirmou que emitiria pesadas multas, decretaria prisões e apreensões de veículos para acabar com o protesto que isolou Ottawa, capital canadense. Os manifestantes bloquearam o tráfego fronteiriço como parte do protesto contra as restrições da pandemia. Os prejuízos são estimados em quase US$ 235 milhões por dia.

    “Haverá consequências para essas ações, e elas serão severas”, disse o governador de Ontário, Doug Ford, um conservador. Ele também pediu aos manifestantes que encerrem um “cerco” de Ottawa, que já dura mais de duas semanas, dizendo que eles mantêm os moradores da cidade como reféns.

    Candice Bergen, líder da oposição ao premiê, Justin Trudeau, mudou de posição e passou a criticar o protesto. “A economia está sofrendo”, disse. Anteriormente, ela havia chamado a manifestação de “patriótica” e posado para fotos com caminhoneiros. Na semana passada, porém, sua situação se complicou. Bergen foi criticada após o vazamento de um e-mail, que mostrava que ela tentou usar a crise para afetar Trudeau. (Com agências internacionais)

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