Torcedores de Palmeiras e São Paulo flagram atos de racismo no Peru e na Argentina
Um torcedor do Sporting Cristal foi flagrado imitando um macaco em direção à torcida do Palmeiras nesta quinta-feira. O time brasileiro venceu os peruanos por 3 a 2 na estreia pela Libertadores, em Lima. Na quarta-feira, cena semelhante já havia sido registrada, mas em Córdoba, na Argentina, feita por um integrante da torcida do Talleres em direção aos torcedores do São Paulo. A Conmebol não se manifestou sobre nenhum dos casos registrados.
A entidade é pressionada sobre o tema desde que o garoto Luighi foi vítima de atos racistas em jogo contra o Cerro Porteño, no Paraguai, pela Libertadores Sub-20. O palmeirense fez um forte desabafo na entrevista após a partida. A punição foi apenas a determinação de que o time paraguaio jogaria de portões fechados e pagaria multa.
Desde então, a confederação sul-americana criou uma força-tarefa, encabeçada por Ronaldo Fenômeno, para combater racismo, discriminação e violência. A Fifa também se mobilizou e incluiu o assunto entre as pautas que serão discutidas no seu congresso anual. Há expectativa sobre punições mias severas para esses casos.
Antes dos jogos da Copa Sul-Americana e da Libertadores, a Conmebol instituiu um protocolo com jogadores em campo e equipe de arbitragem para condenar o racismo. Todos se posicionam em uma meia-lua no círculo central, com o árbitro no meio de frente para as câmeras.
Esse ato de 20 segundos foi seguido por um apito simbólico, marcando o início de uma mensagem de repúdio a todas as formas de discriminação, racismo e violência. No intervalo dos jogos, os locutores informaram ao público que “a bola não seria movimentada, como um símbolo de rejeição a essas práticas, e transmitiram uma mensagem firme: O futebol deve ser um espaço livre de ódio e violência. A iniciativa tem o objetivo de enviar uma mensagem retumbante: Basta!”.