Tesouro: apesar de alta em discricionárias, execução em janeiro é inferior ao limite de 1/18
Apesar de o governo ter registrado elevação nas despesas discricionárias na comparação entre os meses de janeiro de 2024 e de 2025, a execução neste ano é inferior ao limite de 1/18 imposto pela não aprovação do Orçamento até o momento. O subsecretário de Planejamento Estratégico da Política Fiscal do Tesouro, David Rebelo Athayde, explicou que a previsão com gastos discricionários neste ano é de R$ 215 bilhões, o que permitiria um gasto de R$ 12 bilhões por mês considerando a execução de 1/18.
Em janeiro de 2025, o governo executou R$ 8,3 bilhões, valor inferior ao limite.
As despesas discricionárias em janeiro de 2025 tiveram uma alta real de 25,2% comparada ao mesmo período do ano passado.
Já as despesas do Poder Executivo Sujeitas à Programação Financeira cresceram 10% em termos reais, na mesma comparação.
Athayde e a secretária adjunta do Tesouro Nacional, Viviane Varga, explicaram que o governo costuma adotar a execução de 1/18 no início do ano. Em 2024, até em função de uma base orçamentária menor, esse limite foi inferior.
Além disso, é possível inferir que a execução do 1/18 foi menor em janeiro do ano passado e houve ainda empoçamento maior, o que explica a diferença entre os valores executados em 2024 e 2025.
“De fato, ainda que você coloque o limite mais restritivo para os ministérios gastarem, ainda assim podem ter dificuldade para gastar, e não gastam”, disse Athayde.