Taxa de letalidade dos rodoviários é de 0,1% na cidade, diz Setranspetro

07/abr 19:16
Por Redação / Tribuna de Petrópolis

O Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Petrópolis (Setranspetro) afirmou, na noite desta quarta-feira (7), que dois funcionários morreram por covid-19 desde o início da pandemia na cidade. As empresas de ônibus afirmam que o índice é de 0,1%, uma vez que há cerca de 2 mil profissionais na cidade.

A preocupação com a saúde dos rodoviários foi revelada ontem pela Tribuna. A coluna Les Partisans mostrou estudo nacional da empresa Lagom Data, apontando crescimento de 62% no índice de mortes dos motoristas de ônibus em todo o país. Em material enviado à imprensa, as empresas de ônibus consideraram que “as medidas de segurança adotadas nos coletivos, terminais e garagens” se mostraram eficazes para o enfrentamento à covid-19.

 A gerente do Setranspetro, Carla Rivetti, disse que todos os funcionários que fazem parte do grupo de risco foram afastados de forma imediata das suas funções.

“Realizamos uma série de investimentos em ações de conscientização, além de práticas rotineiras, sempre em prol da preservação da vida, principalmente, dos que permanecem trabalhando. Infelizmente, lamentamos a perda de dois grandes profissionais nesse período de um ano, mas seguimos confiantes de que estamos percorrendo o caminho certo, evitando, ao máximo, o contágio e as perdas, sempre com muita responsabilidade”, explicou.

O protocolo

As empresas de ônibus também citaram, no material enviado à imprensa, o protocolo de segurança: aferição de temperatura dos rodoviários, disponibilização de máscara e álcool em gel, orientações e recomendações através de informativos e mensagens nas garagens e adesivos na frota, com instruções de utilização de máscara e medidas de segurança aos colaboradores e clientes. Em caso suspeito de Covid-19, as operadoras encaminham os profissionais a uma unidade de saúde para atendimento. Nos ônibus, todas as empresas seguem ampliando e intensificando, através de suas equipes de limpeza, os trabalhos de higienização em toda a frota em Petrópolis, de acordo com o Setranspetro. Os procedimentos também acontecem nas garagens, terminais e pontos de ônibus com grande fluxo de pessoas.

“É comprovado que o risco de contaminação é elevado nos locais onde as pessoas não utilizam a máscara de proteção, principalmente, em ambientes fechados. Até hoje, não há qualquer estudo que afirme que o risco de contágio nos ônibus seja superior. Inclusive, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), todos os coletivos com as janelas abertas possuem renovação de ar 63% superior que a vazão exigida em ambientes fechados como supermercados, bancos e outros ambientes fechados. Portanto, durante o deslocamento no transporte público, os passageiros precisam manter as janelas dos coletivos abertas, utilizar a máscara e higienizar as mãos sempre que possível, como formas de prevenção”, considera a gerente do Setranspetro.

A lotação permitida nos ônibus em tempos de pandemia

De acordo com a norma técnica estabelecida pela vigilância em saúde, divulgada em 16 de junho de 2020, no Diário Oficial do município, é permitido o transporte de dois passageiros por metro quadrado em pé e 100% dos assentos ocupados nos ônibus. Sendo assim, o número de passageiros em pé, pode variar de acordo com o tamanho do veículo. Um micro-ônibus com três metros de comprimento pode ter seis passageiros em pé, enquanto o micromaster, com quatro metros, pode operar com oito pessoas em pé. O ônibus convencional, com 11 metros de comprimento, pode transitar com 12 passageiros em pé e o alongado, com 13 metros, pode operar com 16 clientes em pé.

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