Sem salários, funcionários do HCC entram em greve nesta sexta: hospital alega falta de repasses da Prefeitura

09/set 20:00
Por Redação/ Tribuna de Petrópolis

Funcionários do Hospital Clínico de Correas (HCC) entram em greve a partir da zero hora desta sexta-feira, dia 10. A decisão foi tomada em uma reunião com o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Petrópolis, na última segunda-feira (06). A votação teve 106 votos a favor da paralisação e apenas 02 contra. O motivo é o atraso no pagamento dos salários, devido a falta do repasse da Prefeitura. A paralisação terá prazo indeterminado e pode não ocorrer caso os salários deste mês sejam depositados até a mesma data ou ainda nos próximos dias.

Segundo os funcionários, o frequente atraso no pagamento dos salários vem complicando a situação do dia a dia da unidade. “Temos plena consciência de todos os esforços feitos pelo hospital para manter nossos salários em dia, mas dependemos da ação do poder público. Ficamos com o coração partido diante da necessidade de uma paralisação, mas precisamos ser ouvidos e resolvemos parar para mostrar nossa importância ao município. Trabalhamos dia e noite com amor aos pacientes, mas temos sido prejudicados com a situação”, revelou uma técnica de enfermagem que preferiu não se identificar.

Segundo o HCC, foi criada uma comissão na unidade para decidir quais funcionários permanecerão em seus postos para que sejam mantidos os 70% de colaboradores de plantão, conforme estipulado em lei. 

De acordo com o Sindicato e colaboradores, não existe nenhum tipo de reivindicação por aumento salarial, insatisfação ou condições de trabalho, mas apenas pela regularização na data de repasse de verbas da saúde por parte da Prefeitura à unidade. 

O Hospital afirma que permanece dentro da normalidade em seus atendimentos e continua buscando soluções junto ao município para a resolução do problema.

Em resposta à Tribuna, a Secretaria de Saúde informou que vem fazendo regularmente os repasses federais e também os pagamentos ao hospital, assim como quitando as parcelas de acordo fechado em função de dívida de 4,3 milhões do governo passado, encontrada em janeiro.

A Saúde disse ainda que neste ano o hospital teve o pagamento bloqueado por pouco mais de dois meses, no período de intervenção municipal – conforme determinado pelo Ministério Público. Todo o faturamento deste período passou por auditoria, que constatou cobranças indevidas. Os valores foram revistos e os pagamentos estão sendo feitos em conformidade com a legislação.

Ainda de acordo com a Saúde, o hospital, embora seja credenciado pelo SUS, é uma unidade privada, não tendo o município ingerência sobre a gestão do mesmo. A Secretaria de Saúde informou que vem trabalhando, apesar de todas as dificuldades e sem recursos adicionais federais para o combate à covid-19 (diferente do que aconteceu em 2020), para manter os pagamentos e garantir o funcionamento de toda a rede.

*Matéria atualizada às 8h38 para inclusão de posicionamento da Prefeitura.

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