Se passar, distritão vai doer no bolso dos candidatos

08/ago 02:00

A mudança do sistema eleitoral atual para o Distritão vai aumentar e muito os custos de campanha para os candidatos a deputado, seja federal ou estadual. Se for aprovada pelo Congresso até outubro, a mudança já estará valendo para 2022. Hoje, o sistema é proporcional. Para eleger um deputado, um partido precisa de uma quantidade determinada de votos. Para isso, todos os votos dados para deputados do mesmo partido contam. Então, se um candidato tem um milhão de votos, mas precisa de apenas 200 mil para se eleger, ele “puxa” colegas do mesmo partido ou coligação. 

Alô, Lessa!

Com a mudança, considerando que apenas os mais votados garantem suas cadeiras sem a proporcionalidade aos partidos, significa que candidatos para se darem bem nas urnas terão de fazer campanhas milionárias em seus estados.  Para a Alerj, por exemplo, os 70 mais votados serão eleitos e pronto. Para a bancada do Rio na Câmara dos Deputados seriam os 46 mais votados. Para nossos queridos vereadores que almejam o cargo de deputado federal: vão ter que ralar muito.

Mais custos

Mesma coisa se dá em escala municipal, para vereadores. Os partidos vão investir naqueles com mais poderio de voto em detrimento dos iniciantes. Assim sendo, os com mandato vão levar vantagem por serem já conhecidos. Os partidos também terão de bancar mais custos de suas nominatas e estas serão mais difíceis de serem completadas pelo risco dos incautos não se elegerem.

Tá andando

O prefeito interino Hingo Hammes está conseguindo tirar do papel algumas iniciativas – um número até bem razoável- mas ele não inventou a roda. Deu continuidade aos projetos da gestão Bernardo Rossi, porém, agora, com mais fluidez. Aí entram as bocas malditas para explicar o porquê: saíram de cena os tranca-ruas do Gabinete, Obras e Administração. 

O motivo

De fato. Para sermos justos, a falta de vaidade dos atuais secretários-chefe de Gabinete, Fábio Junior; de Obras, Maurício Veiga e de Administração, Claudio Ribas, ajuda muita coisa. É jogar uma partida de futebol sem ter alguém querendo roubar – com trocadilho, por favor – a bola.

Consequência

O que vai pegar no futuro é não ter um controle de gastos. Continua-se com a mesma máquina inflada, se autorizou obras e despesas sem ter uma arrecadação – nem a previsão – em crescimento. Quanto mais tempo Hingo Hammes ficar como interino, mas difícil será sua eleição em um pleito suplementar. Daqui a pouco começam a aparecer as dificuldades financeiras com mais evidência e as cobranças da população com mais contundência.

Tá liberado!

Vamos acabar com esse discurso de que Hingo Hammes não pode planejar em longo prazo. Pode, sim. A gente nem sabe se vai estar vivo no dia seguinte e mesmo assim planeja! E tem mais: o que planejou e não puder cumprir deixa como legado para o próximo. Que era como deveria ser em todos os governos, interinos ou não.

Fred Procópio e Yuri Moura estreando o novo uniforme dos vereadores.

Substitutos

Assim como Marcelo Lessa é o novo Márcio Arruda, Marcelo Chitão é o novo Baninho. Os dois primeiros são do jeito que os Partisans gostam: curtos e grossos. Os outros dois são aquelas fofuras de pessoas.

Contagem         

Petrópolis está há 219 dias sem prefeito eleito pelo povo.

Bota na bio!

Um Partisans, castigado pela vida, assistindo a uma sessão da Câmara de Vereadores essa semana e os infinitos elogios dos vereadores ao colega Hingo Hammes, prefeito interino, disse que eles acreditam que ele seja o “Messias da terceira via”. Falta agora a população acreditar. De qualquer forma dá para usar na bio das redes sociais.

Quadros técnicos

Esses dias, o presidente da Câmara, Fred Procópio, disse que na montagem do governo interino Hingo Hammes consultou seus colegas vereadores sobre os quadros técnicos que a prefeitura precisava manter para continuar girando. De que tanto reclama o vereador Mauro Peralta das chefias herdades da gestão Bernardo Rossi, então? Ele não concordou com a manutenção desses nomes?

E as contas?

Não será falta de peito dos vereadores atuais em não votar as contas – já rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado – de Rubens Bomtempo referentes a 2016. Seria apenas para espezinhar Bernardo Rossi. A piada é até boa, mas a gente acha que falta coragem mesmo.

Um dos mais belos prédios da cidade – histórico e tombado – passando por essa situação de abandono. Bem no Centro Histórico o imóvel, dos Correios, se deteriora a cada dia.

Contatos com a coluna: lespartisans@tribunadepetropolis.com.br     

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