Saúde se compromete em zerar a fila de mais de 10 mil exames em 60 dias

21/fev 10:09
Por Luana Motta

Com o conserto dos equipamentos de ressonância magnética e tomografia do Hospital Alcides Carneiro (HAC), a Secretaria Municipal de Saúde estima que vai conseguir zerar a fila de mais de 10 mil pacientes que aguardam o exame desde o ano passado. Na reunião com o Ministério Público Federal e Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro que ocorreu na última quarta-feira (17), representantes da Saúde afirmaram que em 45 dias zeram a fila dos pacientes oncológicos, cerca de 462 pessoas, e em 60 dias zeram a fila geral.

No início de fevereiro, 5.472 pessoas na fila de espera para a realização do exame de ressonância magnética e 5.212 para o exame de tomografia. Ambos equipamentos estavam quebrados desde novembro do ano passado, e após pedido dos MPs neste ano, os equipamentos foram finalmente consertados e entregues na semana passada.

A SMS informou que o tomógrafo do HAC tem capacidade para realizar 1.770 exames por mês (além da demanda de urgência das UPAs e do HAC), com isso a expectativa é que a fila seja zerada em 60 dias. Já os novos pedidos de exame, a Secretaria se comprometeu em realizar em 20 dias a partir da solicitação, como o padrão dos planos privados de saúde.

Sem os equipamentos, os exames ambulatoriais e de urgência (covid-19) vinham sendo feitos no Hospital Clínico de Corrêas e no Hospital Nossa Senhora Aparecida. A Saúde informou que a produção dos hospitais também vai ajudar a reduzir a fila. Além disso, também foi contratada a realização de exames no Hospital Santa Teresa. E está sendo aberto um processo licitatório para contratação de mais exames de ressonância magnética.

Cirurgia eletivas foram retomadas com prioridade para oncologia

O Hospital Alcides Carneiro também retomou as cirurgias eletivas no último dia 29 de janeiro. A prioridade no momento, é para os pacientes oncológicos. Segundo a Secretaria de Saúde, a fila para esse tipo de procedimento deve ser zerada na segunda quinzena de março, para só então iniciar o chamamento dos demais pacientes que aguardam cirurgias eletivas.

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