Salão do Automóvel de São Paulo é cancelado por causa do coronavírus

  • 09/03/2020 10:41

    Completando 60 anos em 2020, o tradicional salão do automóvel de São Paulo foi cancelado e adiado para 2021. A edição prevista novembro, entre os dias 12 e 22, foi suspensa este ano como precaução devido ao surto de coronavírus, que já teve casos confirmados no Brasil. A decisão foi anunciada, na última sexta-feira, por Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, associação que representa as montadoras. As novas datas ainda serão definidas. 

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    O adiamento segue o que aconteceu também na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia, regiões gravemente afetadas pela pandemia. Frankfurt, Detroit e Paris, que estão entre os principais do calendário mundial, têm sofrido com a debandada de marcas. Neste ano, o surto do novo coronavírus também derrubou o Salão de Genebra, na Suíça, que aconteceria neste mês e foi cancelado às vésperas, pelo risco existente em aglomerações. 

    A partir das notícias do surto da doença por todo o mundo, a OMS vem alertando sobre medidas de segurança e prevenção ao novo coronavírus e entre elas está a recomendação de evitar aglomerações. Desde então as montadoras vinham anunciando o cancelamento de suas participações no evento, levando ao cancelamento. Segundo a empresa que organiza o salão, a Reed Alcântara Machado, para tentar reduzir o prejuízo a pretensão é retomar as conversas com a Anfavea para que os dias vagos em novembro sejam ocupados por algum evento ligado ao setor automotivo, mas com um formato diferente. De acordo com dados da Reed, o Salão do Automóvel movimenta R$ 320 milhões na cidade de São Paulo. A tendência é de que todas as montadoras que cancelaram suas participações em 2020, cerca 15, estejam presentes em 2021. 

     

    Produção também é afeetada

    Com um cenário de retração em fevereiro, a produção de veículo no Brasil teve queda de 20,8%, a associação das montadoras projeta números ainda em queda nos próximos meses. Se no mês passado o carnaval foi apontado como um dos responsáveis, em março e abril a Anfavea estima que o coronavírus possa ser o grande vilão. Apesar de ainda não ter afetado diretamente a produção de veículos no Brasil, o coronavírus pode provocar paralisações nos próximos meses. “Temos estoque reserva de peças para continuar produzindo para as próximas semanas, mas também tem risco. Todas as montadoras estão monitorando. Tem risco de parada na produção no fim de março, em abril? Sim” disse Moraes. Além disso o presidente da associação falou sobre a disparada do dólar. Segundo ele, a Anfavea vê volatilidade acima do normal e disse que “alguma coisa precisa ser feita”.

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