Rio Rural reforça prevenção dos efeitos da estiagem

12/03/2016 12:52

Com o aumento do volume de chuva, o programa Rio Rural, da Secretaria de Agricultura e Pecuária, concluiu a liberação dos subprojetos da categoria emergencial. Agora, os investimentos seguem em ações que contribuem, principalmente, para prevenção dos efeitos da estiagem e das mudanças climáticas em longo prazo nas propriedades rurais do estado. O Rio Rural ajuda produtores familiares a desenvolverem práticas sustentáveis aliadas ao crescimento econômico. Os trabalhadores estão localizados em pequenas regiões, chamadas de microbacias hidrográficas e são estimulados a se organizarem socialmente por meio do Comitê Gestor de Microbacia. 

Para receber o investimento, o produtor adere ao Plano Individual de Desenvolvimento (PID), que é um planejamento econômico com visão ambiental sobre mudanças necessárias em sua propriedade. Em média, 500 planos são aprovados por ano. Em 2015, 1.173 PIDs beneficiaram a região do Norte Fluminense, sendo 70% para a categoria emergencial, em função da seca. 

Pelo Rio Rural Emergencial, Fernanda Araújo, de 36 anos, que cria bezerros em uma pequena propriedade da microbacia Córrego Santo Eduardo, em Campos, no Norte Fluminense, recebeu incentivos no ano passado. Com R$ 6,6 mil, ela comprou insumos para criar uma área de pastagem em parte das terras, uma roçadeira e material para fazer a proteção das nascentes de água. Agora, a criadora acompanha o crescimento do capim na área de pasto e aprova os benefícios do programa.

– Minha situação melhorou 90%. Não teria condições de fazer estas melhorias em minha propriedade –  afirmou Fernanda.
 

>> Produção de leite – O produtor de leite Paulo Ribeiro, de 73 anos, também da microbacia Córrego Santo Eduardo, enfrentou problemas durante a estiagem. No ano passado, ele chegou a comprar cana-de-açúcar em cidades vizinhas para que o gado não perdesse peso e comprometesse, por completo, a produção de leite, que caiu pela metade.

Com os R$ 5,2 mil que recebeu do Rio Rural, Paulo adquiriu uma grande quantidade de cana-de-açúcar, insumos e material para proteção de quatro fontes de água.

– Esse dinheiro ajudou muito, porque eu não teria nada, se tivesse que tirar do meu bolso. Comprei uma quantidade de cana-de-açúcar para os meses mais secos, de julho a setembro. E também para não faltar nos próximos quatro anos, se o clima colaborar – disse Paulo Ribeiro.

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