Região metropolitana deve elaborar plano de mobilidade

  • 22/03/2016 14:42

    A Câmara Metropolitana de Integração Governamental vai apoiar nove cidades da Região Metropolitana para elaborarem seus Planos de Mobilidade Urbana. A ideia é priorizar e integrar o transporte coletivo intra e intermunicipal, com trens, metrô, barcas, ônibus e o transporte não motorizado (ciclovia e a pé).

    Nova Iguaçu, Queimados, Belford Roxo, São João de Meriti, Mesquita, Nilópolis – na Baixada Fluminense – e São Gonçalo, Itaboraí e Maricá – no Leste Fluminense – receberão ajuda de uma empresa de consultoria que será contratada pela Câmara, com financiamento do Banco Mundial, para confecção dos planos de mobilidade. As prefeituras do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias já contrataram seus estudos.

    – Essa é a primeira vez que vamos elaborar um plano integrado de mobilidade urbana com esses municípios. Temos uma parceria com o Banco Mundial que, por meio do programa Pró Gestão, tem nos ajudado na retomada do planejamento e da governança da Região Metropolitana – explicou o diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro.

    A partir da assinatura do contrato, prevista para o primeiro semestre deste ano, a empresa selecionada terá 12 meses para qualificar equipes das prefeituras, detalhar propostas locais e desenvolver os planos das nove cidades de maneira articulada, divididos em dois segmentos: Baixada e Leste Fluminense. Técnicos da Secretaria de Transportes acompanharão o trabalho, que terá como base o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU).
     

    >>> Qualidade de vida – Para Loureiro, também é preciso pensar em sistemas racionalizados de transporte intramunicipal, com criação de faixas e vias exclusivas para ônibus, corredores BRT (Bus Rapid Transit) e BRS (Bus Rapid Service), além de incentivar o uso de trens, a construção de ciclovias, a instalação de bicicletários e percursos a pé.


    – Precisamos pensar na integração intermodal e tarifária, na redução do tempo de deslocamento da população no percurso casa-trabalho, mas também no uso do solo, na logística e outros temas importantes para a mobilidade na região. Queremos um plano que atenda às necessidades reais da população, com medidas pontuais que tenham impacto regional. Em paralelo, continuamos a desenvolver o nosso Plano Diretor Metropolitano – disse o diretor-executivo.


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