Profissionais da educação querem novo adiamento das aulas presenciais

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  • 28/jan 08:00
    Por Vinícius Ferreira

    O retorno das aulas presenciais, na rede pública municipal de ensino, que estava previsto inicialmente para o dia 7 de fevereiro e foi adiado para o dia 14 de fevereiro, pode ser adiado mais uma vez. É o que a representação de Petrópolis do Sindicato Estadual de Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro – Sepe/RJ pretende pedir, na próxima semana, durante a reunião do Comitê Científico – um grupo de trabalho formado pelo governo municipal, que reúne médicos, infectologistas e representantes da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, para que, ao menos no mês de fevereiro, as aulas continuem remotas.

    “Temos um avanço importante do coronavírus, impulsionado pela Ômicron. Os casos voltaram a crescer na cidade e nem todos os grupos foram imunizados”, destaca a representante do Sepe, Rose Silveira, que lembra que apesar de 96% dos profissionais da educação já terem recebido pelo menos a segunda dose das vacinas contra a Covid-19, a vacinação apenas começou no público de crianças com idade entre 5 a 11 anos. “E muitos adolescentes, de 12 a 18 anos, ainda não tomaram a segunda dose. São apenas 10 dias de aula em fevereiro, que pode ainda contar com o feriado do Carnaval. Então o impacto sobre o ano letivo não será tão grande”, destaca.

    Outro ponto debatido pela representante do sindicato é de que aguardar o avanço da vacinação nos grupos que compõem a idade estudantil pode evitar o fechamento precoce das escolas. “O protocolo prevê que se houver casos da doença confirmados, é preciso fechar a escola. Isso aconteceu na tentativa de retorno no fim do ano passado e pode acabar acontecendo de novo”, avalia.

    Reunião definiu a participação do Sepe e dos conselhos nas discussões sobre a volta às aulas

    Em 2020, foi formado um grupo de trabalho que criou um Plano de Retorno das aulas presenciais, envolvendo além do Sepe, representantes da Saúde, de setores como Epidemiologia e Vigilância Sanitária, membros da própria secretaria de educação, Conselho Municipal de Educação, Conselho de Alimentação Escolar, Conselho Tutelar, Defensoria Pública, Ministério Público e a Comissão de Educação da Câmara.

    Até quarta-feira (26), esse grupo de trabalho não fazia parte das discussões sobre o plano de retomada das aulas que passou a ser debatido pela atual gestão municipal, por meio do Comitê Científico. Em função disso, o sindicato dos profissionais da educação vinha cobrando um processo mais democrático, que envolvesse os profissionais que vinham debatendo o processo de retomada das aulas.

    Segundo a representante do Sepe, houve uma reunião com a secretária de Educação, Adriana de Paula, na quarta-feira, em que ficou definido o retorno do sindicato e de outras representações no debate da volta às aulas presenciais na pandemia. “Além do Sepe, retornaram também o COMED (Conselho Municipal de Educação) e SINPRO (Sindicato dos Professores do Município de Petrópolis). Nós cobramos a pluralidade das discussões sobre o retorno das aulas, como vinha acontecendo por meio do grupo de trabalho criado no ano passado”, informa Rose, que destaca ainda que a próxima reunião, já com a participação do conselho e dos sindicatos, está prevista para a próxima segunda-feira (31).

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