Prepare o bolso: Aneel autoriza reajuste e conta de luz ficará mais cara a partir de julho

29/jun 14:15
Por Redação/ Tribuna de Petrópolis

A conta de luz ficará mais cara no mês de julho. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (29), a resolução que estabelece a bandeira tarifária no patamar 2, que será de R$ 9,492 a cada 100 quilowatts (kWh) consumidos. No próximo mês valerá a bandeira vermelha.

A diretoria da ANEEL decidiu também novos valores para as outras bandeiras. A amarela será de R$ 1,874 a cada 100 kWh; a vermelha patamar 1, de R$ 3,971 a cada 100 kWh; e a vermelha patamar 2, de R$ 9,492 a cada 100 kWh. Os fatores que determinam o valor de cada bandeira levam em conta os custos de geração de energia elétrica decorrentes da conjuntura hidrológica.

Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), esse é o pior momento registrado desde 1931. Uma nova consulta pública será aberta nos próximos dias para avaliação do valor da bandeira tarifária patamar 2.

Neste ano, a concessionária Enel Distribuição Rio teve um reajuste tarifário médio de 4,50%. Em 2020, o reajuste médio foi de 2,31%.

A bandeira verde, que indica boas condições de geração de energia, é gratuita desde a adoção do sistema, em 2015. Segundo a Aneel, as bandeiras tarifárias, atualizadas anualmente até 2019, permaneceram com valores inalterados em 2020 como medida emergencial da Agência para aliviar a conta de luz dos consumidores e auxiliar o setor elétrico em meio ao cenário de pandemia da Covid-19.

Pelo mesmo motivo, segundo a ANEEL foi mantida a bandeira verde de junho a novembro de 2020 – nesse período, os custos da Conta Bandeira foram supridos pela Conta Covid, empréstimo ao setor elétrico feito junto a bancos públicos e privados, com o objetivo de aliviar os impactos da atual crise no setor elétrico.

A incidência dos adicionais de bandeiras tarifárias na conta de luz dos consumidores que possuem direito à Tarifa Social de Energia Elétrica segue os mesmos percentuais de descontos que são estabelecidos por faixa de consumo. Isso significa que as famílias de baixa renda, inscritas no programa de Tarifa Social, pagam as bandeiras com os mesmos descontos que já têm nas tarifas, de 10% a 65%, dependendo da faixa de consumo.

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