O uso da tecnologia antes, durante e depois do isolamento social

  • 17/06/2020 10:00

    O isolamento social empurrou estudantes e professores para telas de computadores, smatphones e tablets, utilizados como medida para que a educação não cessasse de vez suas atividades em tempos de pandemia. O curioso é pensar em como o celular, por exemplo, que agora é um instrumento fundamental para que muitos alunos mantenham-se ativos em suas funções, antes da pandemia, era um vilão em sala de aula, sendo motivo muitas vezes de advertências e até de suspensões, afinal, causava distrações e falta de atenção. Será que nossa relação com a tecnologia após a pandemia será a mesma?

    A presença da tecnologia em nossas vidas já era um caminho sem volta antes do coronavírus, por isso a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), determina dentre suas competências, a utilização da tecnologia na educação infantil, com o objetivo de estimular o pensamento crítico, criativo e lógico, a curiosidade, o desenvolvimento motor e a linguagem. No ensino fundamental, o objetivo é orientar os alunos a usufruir da tecnologia de forma consciente, crítica e responsável; e no ensino médio, espera-se que o aluno já possua um papel proativo, tanto no processo de aprendizagem quanto no uso das tecnologias.

    No entanto, é verdade que existe uma deficiência antiga que está cobrando seu preço: mesmo com acesso aos dispositivos e às redes, as crianças e os jovens não vinham recebendo a mediação adequada para navegar com confiança nesse meio, nem extrair da internet o que ela possui de melhor. Talvez, nossa justificativa seja por que a geração que precisaria desse apoio, é nativa na internet, diferente de nós, que fomos apresentados a tecnologia e passando pouco a pouco pela máquina de escrever, computadores com suas imensas caixas, telas mais finas, notebooks, tablets, celulares enormes, cada vez menores, mais finos, e enfim os smartphones. Toda essa evolução faz de nós participantes de uma construção e muitas vezes negacionistas das mudanças, porém não nos tira a responsabilidade em instruir aqueles que estão imersos na tecnologia e precisam aprender a lidar com ela, assim como nós.

    Dentre os inúmeros desafios do isolamento social, o uso da tecnologia se mostrou um avanço para equipe educacional e para alunos. Cabe agora a reflexão sobre a oportunidade de um espaço para cultura digital. Formar jovens para o uso crítico, consciente e proativo da informação e da comunicação na sociedade conectada é além de uma obrigação, uma medida de urgência.

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