Novas técnicas de reabilitação física para animais com lesões

  • 19/05/2016 11:00

    A medicina veterinária continua fazendo progressos, novas descobertas e inserindo outras formas de tratamentos para doenças crônicas e também para a reabilitação física dos pets. Atualmente, as clínicas podem oferecer uma série de cuidados especiais para recuperação dos animais de estimação, de acordo com os problemas apresentados pelos mesmos.

    Entre as novidades nessa área estão a reabilitação para pacientes no pós-cirúrgico de "retirada da cabeça do fêmur" com o uso da acupuntura, eletroacupuntura, laser e exercícios. De acordo com a médica veterinária, fisioterapeuta e especialista em Acupuntura, Marimar Mayworm Beck, o laser é usado nos pontos de acupuntura com o objetivo de auxiliar a melhora inflamatória, melhora da dor e, em seguida, deixar a musculatura preparada para os exercícios. 

    "É importante explicar que o laser já é usado na medicina humana há bastante tempo, porém na veterinária o uso dessas técnicas começou a aproximadamente há 10 anos. Já em Petrópolis, é utilizado há quatro anos, sendo aplicado em parceria com cirurgiões ortopedistas", conta Marimar.  

    Tais tratamentos devem ser aplicados em casos específicos como: pós-operatório de procedimentos ortopédicos e de coluna, tratamento e cicatrização de feridas, alívio de dores e antiinflamatório. Além disso, podem ser usados para melhorar a artrose, pois existem relatos do aumento do líquido articular, aliviando as dores constantes causadas por esse processo degenerativo. "As técnicas não são específicas para as raças, mas o médico veterinário deve ter cuidado com áreas sensíveis do corpo", conta a especialista.

    "O resultado desses procedimentos melhoram a ferida de escara, diminuem as dores, melhoram a circulação, entre outros. No entanto, é importante destacar que o uso dessas técnicas possuem restrições. No caso do laser, o médico deve evitar usá-lo em feridas inflamatórias ou em animais com câncer", revela Marimar.

    A especialista ainda diz que em Petrópolis alguns profissionais já conhecem, aplicam e indicam o tratamento. E, dependendo do caso, orientam diretamente determinada técnica, de acordo com a necessidade de recuperação do animal. 

    Relato

    Marimar conta o caso de um cachorro, da raça Pastor Alemão de dois anos de idade, que fez uma cirurgia para retirada da cabeça do fêmur. Ele foi tratado com laser, acupuntura e exercícios após a melhora da ferida e circulação, e também para alívio da dor. "Quando ele melhorou, começou a apoiar a pata e os exercícios foram facilitados sem medo e sem dor. O animal foi tratado durante quatro meses, com sessões duas vezes na semana, depois uma vez e finalizando com sessões quinzenais para a certificação da resposta do animal".

    "Um dado importante é que os animais ficam com medo da dor. Mesmo após a melhora e com a ajuda do tratamento a laser para diminuição da dor, o cão pode ficar receoso para apoiar a pata, por isso o tratamento é fundamental para que ganhe confiança e volte a andar normalmente. No caso acima citado, o cão teve alta sem necessidade de realização de novas sessões", conclui a veterinária.

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