Notícias do Corpo: Variáveis biomecânicas da corrida na esteira e na rua

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  • 06/mar 10:48
    Por Professor Luiz Carlos Moraes

    Um estudo conduzido por Nigg e colaboradores (1995) publicado no Journal of Sports Science and Medicine, com 22 corredores experientes, comparou a corrida deles em quatro superfícies diferentes com a corrida em três esteiras de diferentes tamanhos e potência, concluindo que na esteira a maioria dos corredores tem a tendência de pisar com o meio do pé mesmo aqueles que na rua pisam com o calcanhar.

    O estudo mostrou também que quanto maior a velocidade na esteira o corredor assume automaticamente melhor postura e passada. Ficou claro que alguns corredores só não assumem essa característica se tiver pouca flexibilidade nos músculos extensores de quadril e flexores de joelhos.

    Olha aí a importância das aulas de alongamento. Isso tem a ver com melhor utilização da energia elástica na fase de propulsão resultando em economia de corrida. Claro! O gasto de energia na esteira é MENOR comparando com a mesma velocidade na rua, não só pela força de reação do solo como as condições atmosféricas.

    Davies (1980) encontrou diferenças de 4% favorável à esteira na economia de corrida comparado à pista. Outros autores utilizando túnel de vento chegou a resultados próximos. Concluindo. Correr na esteira tem algumas vantagens, mas é preciso variar as velocidades e inclinação fazendo as inúmeras formas de intervalados possíveis com toda a segurança que elas oferecem. Claro, como a maioria dos corredores são recreacionais, precisam treinar e trabalhar, o ideal é correr na esteira durante a semana e no final de semana na rua para não perder o mecanismo reflexo da força de reação do solo. O mais importante! Com orientação profissional.

    Literatura Sugerida: WANG, Lin; HONG, Youlian; LI, Jing Xian. Muscular activity of lower extremity muscles running on treadmill compared with different overground surfaces. American Journal of Sports Science and Medicine – 2014.

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