Notícias do Corpo: Treino regenerativo o que é e o que não é

  • 23/jan 09:26
    Por Professor Luiz Carlos Moraes

    No futebol os técnicos no dia seguinte a um jogo importante adotam condutas diferentes sob justificativa de estar fazendo regenerativo. Uns dão folga completa, outros mandam os jogadores para a piscina, outros para a sala de musculação e ainda tem os que adotam um treino leve com bola chamando isso de treino regenerativo. Ou seja, vários procedimentos para a mesma situação. Nesse caso, à luz da ciência, o que não é regenerativo é treino com bola. O mesmo acontece com corredores (as).

    Embora não haja consenso o ato de voltar a correr em ritmo fraco no dia seguinte não é regenerativo por ser a mesma “ação mecânica”. Sabe-se, e já vimos em “post” anteriores, que qualquer exercício físico provoca micro lesões nas fibras musculares e o próprio organismo recompõe os tecidos danificados mas precisa de um tempo. É nisso que se baseia todo o princípio da adaptação. Treinos intensos e/ou competições provocam a chamada DMIT (Dor Muscular de Início Tardio) e vem acompanhada de aumento do volume do músculo, perda da amplitude do movimento e flexibilidade, perda da força muscular e alterações bioquímicas.

    Partindo da premissa que o exercício que provocou esse processo de dor não faz sentido o indivíduo voltar a fazer exatamente o mesmo “padrão de movimento” sem antes as fibras musculares estarem totalmente regeneradas. Os procedimentos regenerativos podem ser feitos por três vias: medicamentosa, nutricional e atividades paralelas que visam uma recuperação mais rápida como: massagem terapêutica, terapia com calor, terapia com frio (crioterapia), alongamento e até caminhada que embora seja um padrão de movimento similar ao da corrida não tem o mesmo impacto. O certo é que, depois de um treinamento forte ou competição o músculo precisa de repouso ativo ou passivo. Claro, profissionalmente orientado. Felizmente a literatura nesse campo é vasta.

    Literatura Sugerida: Zhang, Clement, Taunton 2000, Almekinders 1999, Johansson, Lindstrom, Sundelin, Lindstrom 1999, Craig, Barron, Walsh, Baxter, 1999, Craig, Barron, Walsh, Baxter, Allen 1999, Phillips, Childs, Dreon, Phinney, Leeuwenburgh 2003. LEITE, T., & BARROS, G. A. (2005). Preparação do Atleta de Esportes Competitivos.

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