Notícias do Corpo: Tempos de recuperação de treinos fortes

  • 16/jan 08:00
    Por Professor Luiz Carlos Moraes

    Muitos corredores (as) não ajustam corretamente seus períodos de descanso entre treinos fortes e acabam não tendo melhora em seus resultados. O maior erro, quase sempre, é na recuperação da fadiga, tão ou mais importante quanto os treinos fortes. Alguns autores citam que aproximadamente 50% do desempenho final de um atleta depende da sua capacidade de recuperação após esforços intensos que inclui a musculação. Já disse isso aqui. Treinos fortes e competição, o atleta tem que estar descansado sem dores residuais de treinos anteriores. Cada atleta precisa de um tempo diferente para se recuperar e isso depende de alguns fatores como:

    IDADE – Atletas idosos, como eu, precisam de um tempo maior. Eu faço apenas “UM” treino forte por semana. Os outros são moderados ou fracos.

    JUVENTUDE – EXPERIÊNCIA – Atletas mais jovens e experientes precisam de tempos MENORES de recuperação podendo fazer dois ou até três treinos fortes. O ideal ainda são dois.

    MULHERES – Geralmente também precisam de tempos MAIORES de recuperação por conta da diferença hormonal e ciclo menstrual.

    AMBIENTE – Tempo, temperatura e umidade relativa do ar interfere no desgaste de treinos fortes. Daí a conclusão que o tempo de recuperação varia no mesmo atleta em microciclos diferentes. Treino forte em condições favoráveis, MENOS tempo de recuperação. Desfavoráveis MAIS tempo para se recuperar.

    NUTRIÇÃO – A reposição hídrica, salina e nutricional é igualmente importante no pós-esforço. O corpo precisa repor os carboidratos, as gorduras e as proteínas, em princípio com comida de verdade.

    EMOCIONAL – Indecisão, medo, estresse social no trabalho ou mesmo familiar, tendem a interferir no tempo de recuperação. Sobre técnicas regenerativas a gente conversa em outra postagem. Fico por aqui.

    Literatura Sugerida: 1) DANIELS, Jack – Fórmula de Corrida de Daniels. – 2ª Edição – Porto Alegre: Armed, 2013. 2) BOMPA, Tudor O. Treinamento de Força Levado a Sério. Editora Manole São Paulo, 3ª Edição.

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