Multivacinação para crianças e adolescentes vai até o fim deste mês

21/out 09:13
Por Redação/Tribuna de Petrópolis

Até o fim do mês de outubro, crianças e adolescentes menores de 15 anos podem aderir à Campanha de Multivacinação. A ação deste ano, iniciativa entre o Ministério da Saúde (MS), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e as Secretarias Municipais de Saúde, é ainda mais importante porque, devido à pandemia da Covid-19, a cobertura vacinal, que vinha caindo em todo o país desde 2017, sofreu uma redução ainda maior.

Dentre as vacinas que estão disponíveis nos postos na campanha estão: BCG, Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), VOP (Vacina Oral Poliomielite), Febre amarela, Tríplice viral (Sarampo, rubéola, caxumba), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano), dTpa (para gestantes adolescentes), Meningocócica ACWY (conjugada) e dT (difteria e tétano).

No Estado do Rio, a cobertura vacinal da BCG era de 115,38% (acima do público esperado), em 2017.  Em 2020, caiu para 60,62%. Já a cobertura vacinal da primeira dose da tríplice viral caiu de 94,29% em 2017 para 59,74% em 2020. Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Saúde, no Estado do Rio, a cobertura de todas as vacinas diminuiu.

As baixas coberturas preocupam porque podem favorecer a ocorrência de surtos de doenças que já estavam controladas e até erradicadas. Em janeiro de 2020, por exemplo, ocorreu um surto de sarampo no país, tendo sido registrados 8.419 casos. Até 2017, a doença era considerada erradicada no Brasil.

O secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe, ressalta a importância da mobilização dos responsáveis durante a realização da campanha de vacinação que começou no dia primeiro deste mês e vai até o dia 29 de outubro.

“Quatro em cada dez crianças não receberam as principais vacinas neste ano. É importantíssimo que doenças controladas no passado, graças à vacinação, não retornem. E, independentemente da pandemia, é importante ressaltar a necessidade de se manter os esquemas vacinais das crianças e adolescentes completos, incluindo as doses de reforço, até a idade adulta. Manter a imunidade a doenças já controladas é importante para não dar espaço a novos surtos”, frisou o secretário Chieppe.

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