Mulher sofre constrangimento em restaurante de Petrópolis. Comanda a identificou como “Moça do peitão”

21/jan 11:21
Por Janaina do Carmo

Uma identificação no mínimo constrangedora na comanda fez com que a comerciária Patrícia Melo, de 42 anos, registrasse queixa na Delegacia do Consumidor (Decon), contra o restaurante da Bohemia, localizado no Centro Histórico de Petrópolis. Na conta, ela foi identificada e hostilizada pelos funcionários do estabelecimento como “Moça do Peitão”.

O caso aconteceu no restaurante da Bohemia, no Centro. (Foto: Divulgação)

O caso aconteceu no último dia 10 de janeiro. Patrícia, que é moradora da cidade do Rio de Janeiro, estava no restaurante acompanhada da família e de alguns amigos. Quando pediu a conta levou um susto com a forma como foi identificada pelos funcionários.

Ela contou que foi a primeira vez que tinha ido ao restaurante da Bohemia. “Eu fiquei muito mal! Nunca imaginei que fosse hostilizada num local de consumo e me senti envergonhada perante todos! Mais resolvi que não podia me calar, pois vivemos num mundo onde a empatia cada vez está mais difícil”, comentou a comerciária.
Patrícia contou que o gerente pediu desculpas pelo ocorrido, mas confirmou que era costume marcar os clientes por alguma característica para a identificação das mesas. “Eu fiquei sem reação. Venho lutando em uma depressão devido a luto e sair para me distrair e simplesmente me senti pior”, lamentou.

A Tribuna entrou em contato com a assessoria de imprensa do restaurante Bohemia solicitando uma posição sobre o caso. Nos informaram em nota que “Assim que soubemos do ocorrido conversamos com a cliente para pedir desculpas. Lamentamos profundamente pela ocorrência dessa situação – que não reflete o respeito, que é um dos nossos principais valores – e reforçamos publicamente nosso pedido de desculpas. Informamos ainda que apuramos internamente o caso e adotamos as medidas cabíveis com os colaboradores envolvidos, bem como estamos reforçando os treinamentos com toda a equipe para que situações assim não voltem a ocorrer.”

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