Ministro das Relações Exteriores da China pede que EUA suspendam sanções

26/jul 14:53
Por André Marinho e Gabriel Caldeira / Estadão

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, instou os Estados Unidos a suspenderem as sanções contra indivíduos e entidades do país asiático, em meio a renovadas tensões entre as duas maiores economias do planeta. O apelo foi feito à vice-secretária de Estado americana, Wendy Sherman, durante reunião na cidade chinesa de Tianjin nesta segunda-feira, 26.

Segundo comunicado do ministério chinês, Wang reagiu ao pedido de Sherman para o que o país asiático respeite a “ordem internacional baseada em regras” e questionou a quais normas a autoridade americana se referia. “Caso seja a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) e à lei internacional, a China há muito afirma claramente que todos os países devem cumpri-la. Caso se refira às chamadas “regras” formuladas pelos próprios EUA e outros países, que razão haveria para impô-las à China?”, questionou o cônsul chinês.

Wang ainda acusou os EUA de violar regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) ao “impor à força altas tarifas sobre a China”, e afirmou que estas medidas não possuem base na lei internacional nem têm apoio do Conselho de Segurança da ONU. “Em termos de cumprimento das regras internacionais, os EUA é o país que mais deve refletir”, completou Wang.

Em meio a renovadas tensões entre China e EUA, o país asiático decidiu na última sexta-feira, 23, impor sanções a sete indivíduos e entidades americanas, em resposta ao alerta dos EUA a empresas locais sobre “os crescentes riscos associados” em Hong Kong por conta da atuação do governo chinês. Além disso, EUA, Reino Unido e União Europeia recentemente acusaram o governo chinês de ter hackeado e-mails no sistema Microsoft Exchange.

Também presente na reunião de hoje, o vice-ministro das Relações Exteriores chinês, Xie Feng, afirmou que a China responde á “interferências externas” com “contramedidas legítimas” e dentro do arcabouço legal. “O objetivo é defender os direitos e interesses legítimos do país e defender a equidade e a justiça internacionais. A China nunca foi à porta de terceiros para provocar problemas”, disse Feng.

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