Justiça aceita pedido do MP para prender grupo acusado de extorquir comerciantes da Feirinha

13/jan 19:15
Por Redação Tribuna

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), fez uma denúncia contra cinco integrantes de uma organização criminosa que desde 2018, extorquia proprietários e locatários dos boxes da Feirinha de Itaipava que vendiam produtos falsificados “piratas”. Segundo a denúncia, a organização cobrava uma taxa desses proprietários e, em troca, eles não seriam reprimidos pelos órgãos de segurança.

De acordo com informações do Ministério Público, as investigações foram realizadas pela 105ª Delegacia de Polícia (Retiro) e a denúncia foi recebida pela 2ª Vara Criminal de Petrópolis, que também deferiu os mandados de prisão e expediu os mandados de busca e apreensão.

Segundo o MPRJ, a denúncia aponta que os integrantes do grupo obtinham informações antecipadas sobre operações contra pirataria que seriam realizadas no local. A denúncia foi feita em dezembro de 2020, mas o grupo atuava desde abril de 2018. Embora o pagamento da taxa fosse, em geral, em dinheiro, o MP identificou grande movimentação financeira nas contas bancárias dos integrantes da organização criminosa – na ordem de R$ 5 milhões. Segundo a denúncia, os ganhos eram provenientes de diversos crimes, como extorsões e delitos contra a propriedade industrial que acarretam prejuízos aos comerciantes da Feirinha de Itaipava, bem como às pessoas jurídicas ligadas às inúmeras marcas de roupas por eles ‘pirateadas’.

Foram denunciados pelo MPRJ Dilson Cardoso de Oliveira (apontado como líder da organização); Clea Regina de Araújo Teixeira Magalhães (proprietária de boxes no local e encarregada da arrecadação dos valores); Ana Paula de Souza (esposa de Dilson e responsável pela movimentação bancária dos valores); Claudia Cardoso Machado (irmã de Dilson, cunhada de Ana Paula, e que teria emprestado seu CPF para abertura de conta que serve para recebimento dos ganhos indevidos da organização); e Eduardo Christo (amigo e vizinho de Dilson, e que seria produtor e fornecedor de ‘pirataria’).

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