Mestre-sala e porta-bandeira se tornam patrimônio cultural do Rio

15/jan 09:03
Por Agência Brasil

Foi sancionada na última quinta-feira (13) a lei 9.588 de 2021, que garante às figuras carnavalescas do mestre-sala e da porta-bandeira o título de Patrimônio Cultural Imaterial do estado do Rio de Janeiro.

Para Vilma Nascimento, de 83 anos, a lei sancionada pelo governador Cláudio Castro é um reconhecimento à história dos símbolos do Carnaval.

A apresentação do mestre-sala e da porta-bandeira é um dos mais disputados quesitos na classificação das escolas de samba no Carnaval carioca, e pode ser determinante na avenida. As roupas luxuosas precisam estar de acordo com o enredo do ano e são preparadas especialmente para não impedir o bailado na passarela, que costuma encantar o público.

“É uma coisa séria. Agora eles têm que se unir, para cada vez ser mais valorizado o casal. Tem que ter união, respeito absoluto. O título valorizou muito e eu estou muito contente mesmo”, disse a sambista em entrevista para a Agência Brasil.

Para o governador, a lei reconhece a importância dos casais não só para as escolas, como para a cultura fluminense. “Os mestres-salas e as porta-bandeiras são mais do que os guardiões da folia. Assim como outros elementos emblemáticos das escolas que desfilam na Sapucaí, eles também representam o espírito do Carnaval”, disse.

A nova legislação de autoria do deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL) prevê ainda apoio de órgãos do poder Executivo à iniciativas de valorização e divulgação deste bem imaterial.

O calendário oficial do Rio de Janeiro conta com uma data de comemoração de figuras de destaque nas agremiações. O Dia Nacional do Mestre-Sala e da Porta-Bandeira é celebrado em 24 de novembro.

Últimas