Leitos clínicos e de UTI do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp serão destinados para pacientes não-covid

16/jul 10:49
Por Janaina do Carmo

Com uma queda na quantidade de internações nas unidades públicas de pacientes com covid-19, a Prefeitura de Petrópolis vai destinar 24 leitos clínicos e 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal Nelson de Sá Earp (HMNSE) para o tratamento de pessoas com doenças que não estejam relacionadas ao coronavírus.

No início do mês, a Defensoria Pública havia cobrado explicações do governo municipal sobre a falta de leitos para esses pacientes e a enorme fila de espera por essas vagas. A média diária era de 14 pessoas aguardando leito de UTI.

“Esta semana percebemos uma redução na fila, porque as internações estão acontecendo de forma mais rápida. Na segunda e terça-feira, por exemplo, tinham 12 pessoas aguardando por um leito de Unidade de Terapia Intensiva. Na quinta-feira esse número passou para três”, disse a defensora pública Andréa Carius.

De acordo com a prefeitura, após a esterelização do local – toda a área do segundo andar do HMNSE – os leitos já estão sendo utilizados para a internação de pacientes não-covid. Outras vagas no Hospital Alcides Carneiro (HAC) e Hospital Clínico de Corrêas (HCC) também já tinham sido destinadas ao tratamento dessas pessoas com doenças não relacionadas ao coronavírus.

“Temos observado nos últimos 45 dias uma diminuição brusca dos casos moderados graves no HMNSE, o que nos permitiu liberar todo o segundo andar do hospital e fazer esta reversão de leitos”, explicou o infectologista e diretor médico do HMNSE, Marco Liserre, que avalia que a redução na demanda de pacientes com quadro grave da doença já é um reflexo da vacinação dos petropolitanos.

Segundo a prefeitura, o percentual de internações em leitos de UTI covid, que em 30 de março chegou a 99,7% na rede pública, desde o dia sete de junho se mantém abaixo de 50%, estando na última quarta-feira (14) em 44,32%. A redução na demanda também é observada em leitos clínicos, cuja taxa de ocupação chegou a 93% em primeiro de abril e, na quarta, estava em 20,90%.

“Estamos acompanhando os dados e observamos queda significativa na demanda por leitos covid-19. Por outro lado, tivemos aumento na demanda por leitos não covid. Mantivemos o monitoramento e agora, com responsabilidade e planejamento, estamos fazendo a reversão. Iniciamos o trabalho e, com cuidado, organizamos a mudança, garantindo o isolamento das áreas que permanecerão com os pacientes infectados pelo coronavírus”, disse o secretário de Saúde Aloisio Barbosa da Silva Filho.

Últimas