INSS – chutando no escuro

  • 20/09/2018 15:00

    Nada mais sério num país que a falta de seriedade de seus políticos que chutam promessas no escuro para poderem aparecer, imbuídos da certeza de serem vagalumes mas iluminando só lá atrás, no passado. Entre as grandes mentiras da atual campanha eleitoral – todos – prometem reformar a Previdência sem indicarem como e só um tocou no ponto nevrálgico e que, por preconceito, ninguém observou o  Jair Bolsonaro dizer “precisamos mexer na Previdência, principalmente nas  pensão dos aposentados do setor privado”. Se vai conseguir, não sei; se será para melhorar ou piorar, também não sei – só sei que falou e ninguém ouviu mas que teremos o direito de cobrar se chegar lá – festejando-o ou crucificando-o.

    Neste ponto bato sempre na mesma tecla quando os demagogos FHC e Pedro Malam declararam – o primeiro classificou os aposentados – obviamente do setor privado – de serem “vagabundos” e o segundo correu para defendê-lo dizendo – “é legal mas imoral” esquecendo-se que o seu patrão na ocasião, tinha se aposentado aos 37 anos de acordo com as benesses para os servidores públicos – o castigo quando andam errados. E o assunto teve outra conotação, quando, em 2008, o secretário da Previdência, Helmut Shwartzer, fez a declaração e que ninguém lembra mais – “O deficit da Previdência representa 20% do setor privado e 80% do sertor público”. Uma das declarações mais objetivas e que todos preferiram apagar da memória por conveniência geral. A velha história – a verdade que ninguém quer abordar e fazer elucubrações com a fantasia mas sempre em detrimento do setror privado – o único a impulsionar o célebre “impostômetro” –  pois ninguém é maluco de mexer em vespeiro, portanto, puro chute no escuro dos “grandes economistas” como o candidato que já lá esteve e que nada resolveu mas que agora disse que vai resolver – quem acredita? Portanto, sejamos mais objetivos, com ele e com os demais que estão chutando muito alto.

    A Previdência Social é um buraco negro que só teria conserto se recuasse no tempo e a dividissem nos diversos setores que a compõem – setores privado e público como eram antigamente e que não se misturavam, aumentado agora para outros setores benemerentes das bolsas – família, ditadura, religiosas. agricultores, deficientes, presidiários e tantos outros. É um amontoado de cortesias políticas se transformando num autêntico “buraco negro sem fundo” já que o fundo foi saqueado pelos diversos políticos honestos que estão a se envolver em processos mas que todos – sem exceção – juram de pés juntos  que todos são honestos, por mais provas “provadas” – é uma inocência abissal! 

    jrobertoguillino@gmasil.com 

    Últimas