IHP em cena

  • Continua após o anúncio
    Continua após o anúncio
  • 08/04/2020 10:00

    Rosa Libonatti, extraordinária mulher petropolitana, nasceu na localidade de Secretário, em Pedro do Rio, 4º distrito do município de Petrópolis, filha do cidadão italiano Luigi Maria Nunzio, vindo  da freguesia de São Ciríaco Raparo, província de Potenza e de Luiza de Azevedo Loureiro Canedo, de tradicionais famílias petropolitanas, em 29 de maio de 1893. Casou em 10 de maio de 1934 com o flautista Edmir Cruz. natural de Jacareí, São Paulo. O casal não teve filhos.  Ela faleceu em 2 de setembro de 1975, aos 82 anos de idade e o esposo no dia 15 de julho de 1980, aos 79 anos de idade.

              Rosa Libonatti Cruz, de boa formação familiar e religiosa, ingressou na Companhia Telefônica Brasileira como  telefonista, em bela carreira, onde trabalhou durante 40 anos, aposentando-se na função de Chefe do Distrito do Tráfego Sul do Estado do Rio de Janeiro, cargo que exerceu por muitos anos, a partir de Petrópolis, tornando-se atuante gestora de todo o tráfego da empresa sob larga abrangência territorial. Por sua atuação competente e de imensa empatia, recebeu homenagens diversas e todas as medalhas de mérito e trabalho concedidas pela companhia.  A agência de Petrópolis, por seu trabalho e a de seus gerentes e funcionários, era das primeiras e a mais conceituadas em todo o território nacional, uma referência de qualidade e progresso.

              Apreciando escrever, um dom de família já que seu irmão Eugênio Libonatti era respeitado jornalista, professor, escritor, dramaturgo, aproximou Rosa da imprensa, para a qual escreveu contos românticos, assinados sob pseudônimo Stella Myriam.  Dentre os mais conhecidos estão: “Presente de noivado”; “Á Quelque Chose…”; “Felicidade refeita”, vencedor de concurso literário promovido pela “Pequena Ilustração”; “Predestinados”; “Exemplo convincente”.

    Elegante, discreta, acompanhava os movimentos literários da cidade, tendo participado da criação e instalação da atual Academia Petropolitana de Letras e instalado uma biblioteca na Telefônica.

    Os irmãos Libonatti (Rosa e Eugênio) foram primos em 2º grau de nosso associado genealogista e historiador Paulo Roberto Martins de Oliveira, o qual estudava para publicação uma genealogia de seus antepassados.

    Últimas