Grupo Indígena Fulni-ô se apresenta amanhã na Casa de Petrópolis Instituto de Cultura

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  • Por Aghata Paredes

    Desde o primeiro contato com a cultura indígena, já na escola, há uma visão bastante estereotipada dos povos indígenas. Não somente em relação às vestimentas, mas também em relação à padronização cultural dos mesmos. Ao dar o mesmo nome a tudo e ao deixar de levar em consideração as particularidades de cada povo, muitos de seus ensinamentos – para não dizer todos, em sua essência –  se perdem. 

    Neste sábado, às 11h30, a Casa de Petrópolis Instituto de Cultura convida a população petropolitana e o público em geral, interessados e turistas, a desmistificar uma série de questões em torno deste assunto a partir da apresentação do grupo Fulni-ô e da exposição de seus artesanatos. O local escolhido para o evento, que será gratuito, foi  o jardim  da Casa. O espaço cultural vem recebendo destaque em Petrópolis, já que é onde os visitantes encontram alternativas para a cena cultural na cidade  – a partir de exposições, concertos, palestras, lançamentos de livros e outros eventos.

    Foto: Divulgação

    Grandes exemplos de resistência étnica e cultural, devido à exploração e ocupação, por vários séculos, de seu território original, os Fulni-ô  vivem no município de Águas Belas, localizado entre o agreste e o sertão do estado de Pernambuco. Atualmente, segundo a antropóloga Elena Welper, constituem o único povo indígena na região do Nordeste que mantém sua língua nativa, denominada Yathê, em uso. 

    Ao fazer uma pesquisa sobre este povo indígena é possível encontrar o significado da palavra Yathê, “nossa fala”, “nossa língua”. Os Fulni-ô são índios bilíngues, falam o português e o Yathê. O que causa certo encantamento, já que mesmo tendo que falar o português conservam sua língua nativa. 

    A historiadora e diretora da Casa de Petrópolis, Rachel Wider, comenta sobre a importância deste evento para a cidade. “Acho que Petrópolis tem muito potencial para ser uma cidade referência em diversidade cultural, mas para isso é preciso que as instituições se movimentem para atingir este objetivo. A Casa de Petrópolis tem buscado sempre trazer para a população petropolitana eventos que priorizem essa diversidade. Esse tipo de atividade tem que ser feita não só pensando no turismo,  mas também em atender a população local, que gosta e precisa de uma programação cultural de qualidade.”

    A Casa de Petrópolis Instituto de Cultura fica na Avenida Ipiranga, nº 716.

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