• Ginastas festejam compra de aparelhos da mesma marca da Olimpíada de Paris para o CT no Rio

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  • 04/mar 16:20
    Por Estadão

    Candidatas ao pódio nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, as ginastas brasileiras estão comemorando o fato de poder treinar em aparelhos da mesma marca que será utilizada na França. O Centro de Treinamento da Ginástica Artística do Comitê Olímpico do Brasil (COB), no Rio de Janeiro, recebeu nas últimas semanas equipamentos da fabricante francesa Gymnova.

    “É como nosso corpo, quanto mais você conhece e confia nele, mais diferença ele faz ao seu favor”, afirmou Rebeca Andrade, campeã olímpica no salto. “Pedimos muito por isso e, como já fizemos em outros Jogos, o COB conseguiu adquirir e disponibilizou isso pra gente. Estamos muito felizes.”

    A pouco mais de quatro meses para os Jogos, o tempo de adaptação não deve ser problema para as atletas. “São aparelhos diferentes e, por isso, precisamos nos adaptar ao tempo deles. É uma ambientação mesmo e estamos bem felizes com a chegada deles e do tempo que teremos para aproveitá-los até Paris”, disse Jade Barbosa. Os Jogos na França acontecem de 26 de julho a 11 de agosto.

    “Tem uma diferença muito grande de um aparelho para outro. Então, é muito importante tê-los na nossa casa para nos prepararmos melhor”, comentou Flávia Saraiva, sétima colocada na trave na Olimpíada de Tóquio 2020.

    Chico Porath, treinador da seleção feminina de ginástica artística, citou o principal aparelho de Flávia Saraiva para falar sobre os benefícios dos novos equipamentos. “Conseguimos antecipar a própria montagem das séries. A trave é mais dura”, afirmou o técnico. “Não podemos exigir tanto das nossas atletas nos movimentos com muito impacto e temos que mudar a nossa estratégia. Vamos nos adaptando e criando consistência com os treinamentos até os Jogos.”

    “Os atletas precisam se adaptar a cada aparelho”, afirmou a gestora esportiva Juliana Fajardo. “É um equipamento mais claro e eles tinham a cor azul de referência. Por isso, a adaptação é mais difícil. Os atletas estão acostumados num salto mortal, por exemplo, a ver o teto claro e ver o azul na chegada. Agora, pode ser que vejam um teto claro e o chão mais claro que o teto. É uma mudança significativa.”

    Segundo o COB, o Brasil é o primeiro país a ter todos os equipamentos da marca em seu centro de treinamento. A Alemanha treinou no Rio em fevereiro, e a Holanda já pediu para utilizar o CT, que também é o local de treinamento da seleção brasileira masculina.

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