• Galípolo diz que medidas como o consignado privado e a isenção de IR são estruturais

  • 27/mar 14:31
    Por Cícero Cotrim, Célia Froufe e Eduardo Laguna / Estadão

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, repetiu nesta quinta-feira, 27, que medidas como o novo consignado privado e a isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil têm caráter estrutural, e não parecem “conversar” com o ciclo de aperto monetário. Ele concedeu entrevista coletiva para comentar o Relatório de Política Monetária (RPM).

    “A questão do imposto de renda não é algo que está agora, é uma promessa que fazia parte do programa de governo do presidente Lula”, disse Galípolo. “E também, quando eu olho para o consignado, me parece uma medida que se insere em uma lógica estrutural.”

    Falando sobre o consignado privado, Galípolo disse que a medida pode, inclusive, fazer com que as taxas de juros do crédito pessoal se alinhem mais à política monetária. Como esses juros são normalmente muito superiores à Selic, eles se tornam pouco sensíveis aos ciclos de aperto e afrouxamento monetário, ele disse.

    O presidente do Banco Central informou que a medida lançada pelo governo referente ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já está considerada nas projeções da autoridade monetária para inflação e atividade.

    Os impactos da isenção do pagamento do Imposto de Renda para quem recebe um salário de até R$ 5 mil, no entanto, ainda não foram calculados, explicou.

    “O saque-aniversário a gente considerou e o imposto de renda, não, por uma questão de defasagem temporal também”, justificou Galípolo.

    Ainda é preciso entender, segundo ele, qual será o projeto final a ser votado no Congresso e qual será o impacto ao longo do tempo, quando se souber o momento em que começará a valer.

    Últimas