Fique atento ao estado de conservação na hora de comprar um carro usado

  • 25/07/2018 13:05

    Segundo a associação das revendedoras (Fenauto), a venda de seminovos (aqueles carros com até 3 anos de uso) caiu, enquanto a venda dos carros entre 9 e 12 anos de idade subiu. E na hora de comprar um carro com mais anos de uso, o que deve ser levado em consideração? O Caderno Automóveis ouviu especialistas para te ajudar na compra.

    “Nessa faixa, normalmente estamos falando de carros com quilometragem entre 100 mil e 150 mil km. Aqui não há dúvidas de que o estado deste carro dependerá dos antigos proprietários”, explica o mecânico Ricardo Fonseca. “Você tem que focar nos itens mais significativos, pois eles vão dizer efetivamente quanto vale o carro que você está comprando”, destaca.

    Esqueça risquinhos na pintura, manchas no banco, tabela Fipe. O valor de um carro com alta quilometragem está relacionado muito mais ao estado geral de conservação do que propriamente ao ano/modelo. “É preciso fazer um pente fino no motor, câmbio e suspensão”, diz Otávio Almeida, revendedor de veículos usados. “Começando pelo motor, puxe a vareta do óleo e verifique se está no nível. Se estiver com o nível baixo, algo está errado. O consumo de óleo frequente (mais de um litro por mês) é um grande indicador de motor cansado”, destaca.

    Se o câmbio for manual, a verificação é a seguinte: “Com o carro parado, acelere até 2 mil rotações por minuto. Preste atenção nos ruídos de rolamentos, pise na embreagem e perceba se eles diminuem. Quando os rolamentos estão ruins, o barulho incomoda. Porém, ao pisar no pedal de embreagem, eles param de girar, indicando que eles são os causadores do ruído”, informa Ricardo.

    Faça diversos testes de rodagem, em diversas condições de piso e inclinação, para ver se nenhuma marcha escapa. Se possível, pegue o começo de uma estrada, e veja se não há zunidos em velocidades acima de 80km/h. Tudo isso pode ser indicativo de problemas.

    Outro item pra ser checado é a suspensão. “Uma suspensão cansada a gente percebe andando com o carro, não adianta enfiar a cabeça de baixo do carro, dificilmente quem não é do ramo consegue identificar alguma coisa errada”, ressalta Otávio.




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