• Feliz aniversário, Petrópolis!

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  • 15/03/2017 12:00

    É bela qual jovem aos 15 anos e, no entanto, 174 anos a contemplem. Exala o hálito puro da serra e, insinuante, deixa despir-se pelos raios do sol revelando-se a cada momento mais encantadora, atraente, convincente e perfeita no conteúdo e na forma. Serração e aragem misturam-se à neblina, e vejo-a envolta em véus como Eleusis… Petrópolis, celeiro de poetas, de gente bonita que trabalha, estuda e produz.. Cidade Imperial das Américas. Nós nos orgulhamos de você! Abraça, aquece, acolhe, acalenta, ama e alimenta quem a procura. Cidade charmosa, de clima ameno, onde até o frio é motivo de felicidade e contentamento. Ar aristocrático, no entanto grande, nobre, simples como os sábios.  Seu brasão contém as seguintes inscrições: “Altiora Semper Petens” – mantenha-se sempre nas alturas! Traduz a alma e índole de seu ordeiro povo. Bela tanto em suas linhas sinuosas ou retas. Respira cultura. Não é somente cidade das hortênsias, mas dos lírios, bromélias, azaléas, buganvílias, ipês-roxo, róseo e amarelo, orquídeas e rosas. Suas palmeiras Imperiais dão um toque de dignidade e fidalguia que só fica bem em você, síntese do amor. 

    Tudo é belo nesta serra da Virgem de Fátima a nos abençoar. Esteja eu em trabalho ou lazer  se  inclui no trajeto Araras, Cremerie, Bingen, Fazenda Inglesa,  Samambaia e etc. sem falar dos belos recantos do Centro Histórico. Que a municipalidade precisa aprimorar e ampliar sua infraestrutura turística, sobretudo hoteleira, é evidente, mas negar o progresso de Petrópolis é impossível. Que suas indústrias e comércio convivam em harmonia, sem, contudo afrontarem seus traços históricos, sua tradição, arquitetura e arte. Estamos a vislumbrar uma centelha de esperança porque temos na atual administração a competência e juventude de nosso Prefeito Bernardo Rossi e do quadro que foi por ele escolhido para auxiliá-lo aos quais parabenizo e desejo pleno êxito nessa empreitada. Não hesito em afirmar que encontrei o paraíso ainda em vida. 

    Mercê dos céus, temos, sempre que possível percorrido o mundo, mas nem os encantos de Atenas, Paris, Cairo, Lisboa, Cascais, Tóquio, Belém, Jerusalém, Roma ou Londres, são capazes de ocupar seu lugar em meu coração. Aos domingos caminho até a Catedral para a missa e avisto as carruagens cumprindo sua festa diária. Durante certa época do ano mansões fecham-se; no verão vestem-se de luz. Gosto de passear pela Köeler, Ipiranga, Santos Dumont… No Natal, Petrópolis resplandece e nos faz chorar de emoção. Seu verde é inigualável e suas ruas possuem um quê de mistério. 

    O Palácio Rio Negro, deslumbrante, sob – holofotes multicoloridos têm recebido suas Exas. os Presidentes da República, grande parte do Ministério, Governadores de Estado e autoridades diversas.  É o “altar que Deus quis construir na natureza”. De 1894 a 1902 foi  Capital do Estado do Rio de Janeiro. 

    Na Catedral de São Pedro de Alcântara repousam os Imperadores D. Pedro II e Thereza Cristina, S. A. I. Princesa Isabel, Conde D’Eu, dentre outros membros da Família Imperial Brasileira. 

     Elevada à cidade em 16 de março de 1843, sob as bênçãos e vontade de nosso magnânimo Imperador Dom Pedro II e graças ao pulso firme e senso estético, arquitetônico e idealização do engenheiro Júlio Frederico Köeler empenho do mordomo Imperial Paulo Barbosa. Petrópolis em relíquias do império belo cartão postal do Brasil. Petrópolis da Bauernfest e dos queridos colonos alemães. Terra de italianos, portugueses, franceses, orientais e africanos… Petrópolis, minha rainha a quem prometo lhe ser fiel e amá-la ainda que me faltem todas as forças porque possui a pureza de mãe, o ombro amigo se choro e os braços estendidos se sorrio.

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