Faltam vacinas contra gripe para postos

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  • 05/05/2016 14:00

    A Secretaria de Saúde decidiu ontem centralizar as ações da 18ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza (gripe) no Instituto da Mulher, da Criança e do Adolescente (Centro de Saúde) a partir de hoje.

     A decisão tem, oficialmente, o objetivo de facilitar o acesso da população à vacina, segundo nota divulgada ontem à noite pela Prefeitura. O governo do estado não teria fornecido vacinas em quantidade suficiente para manter todos os postos em funcionamento. A Coordenadora de Epidemiologia, Cláudia Mara, diz que o município já solicitou um novo lote de vacinas, mas o Estado alega que aguarda a entrega de mais doses pelo Ministério da Saúde. “A questão do desabastecimento é nacional e ocorre devido à indisponibilidade de estoque do próprio Ministério da Saúde”, lembrou a coordenadora de Epidemiologia. Mais de 25 mil pessoas foram vacinadas até sábado, em Petrópolis. O secretário de Saúde, Marcus Curvelo, garantiu que o município está cobrando rapidez na entrega do novo lote. “Fizemos nossa parte. Sensibilizamos e mobilizamos a população. 

    Agora, precisamos que União e Estado também façam a parte deles, fornecendo as vacinas para que a campanha possa ser mantida da mesma forma como começou”, frisou. Pessoas com 60 anos ou mais de idade, crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas (mulheres no período de até 45 dias após o parto) e pessoas com doenças crônicas devem tomar a vacina.

     Ela é contraindicada a quem tiver histórico de reação inflamatória ou alergia relacionada ao ovo de galinha e a seus derivados. Quem já teve reação à dose também não deve se imunizar. Para tomar a vacina, é importante que pessoas com doenças crônicas apresentem indicação médica. Mesmo antes da centralização da campanha de vacinação havia grande movimento, principalmente de idosos e mães com crianças. A maior preocupação da população que busca a imunização é o contágio do vírus H1N1, após os casos já registrados, que provocaram 149 mortes.

     A ajudante de cozinha Fabiana Cristina Carello, de 39 anos, levou seu filho de 9 anos ao Centro de Saúde. Mesmo não fazendo parte do grupo de risco, ela disse que esperava conseguir a imunização tanto para o filho quanto para ela mesma, já que ambos possuem doenças respiratórias crônicas. Já a aposentada Iolanda Maria Resende dos Santos, de 61 anos, afirma que só buscou a imunização por causa da idade. Ela ainda ressaltou que a vacina deveria ser distribuída a todos, não apenas a uma parcela da população. O pediatra da Clínica Vacini, Roberto Audyr Barbosa da Silva, conta que houve um crescimento inesperado da procura pela vacina contra a gripe. “A disponibilidade de imunização que temos neste momento é apenas para menores de três anos, ou seja, a dose pediátrica. A procura pela vacina aumentou muito, incluindo o público que não integra o grupo de risco determinado pelo Ministério de Saúde, já que não há restrição para essa parte da população que não recebe a dose do Governo”.

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