EUA alertam para escalada em Taiwan e convocam embaixador americano na China

  • 05/ago 13:26
    Por Estadão

    O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse nesta sexta-feira, 5, que os exercícios militares da China no Estreito de Taiwan são “ações provocativas” e uma “escalada significativa que não tem nenhuma justificativa” e enfatizou que Washington nunca quis “provocar uma crise”.

    “A China optou por uma reação exagerada. Não há justificativa para esta resposta extrema e desproporcional”, declarou Blinken em uma entrevista em Phnom Penh, no Camboja, onde participa da reunião ministerial da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

    Blinken ressaltou que “não há justificativa” para os exercícios militares chineses após a visita da presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, à ilha, que tem sido o principal tema da reunião da Asean.

    Segundo o secretário de Estado, a China utilizou a visita de Pelosi “como pretexto para aumentar sua provocativa atividade militar” no Estreito de Taiwan e arredores. Como reação, na quinta-feira (4) a Casa Branca chamou o embaixador americano na China, Qin Gang, para tratar das ações de Pequim, que chamou de “irresponsáveis”.

    Ações militares

    O Ministério da Defesa taiwanês denunciou que navios e aviões de guerra chineses cruzaram nesta sexta-feira a linha média do Estreito de Taiwan, que funciona como uma fronteira não oficial, mas tacitamente respeitada entre a China e Taiwan, uma ilha autogovernada cuja soberania Pequim reivindica.

    Os exercícios militares, que estão ocorrendo em seis áreas ao redor da ilha, incluíram disparos de longo alcance com mísseis convencionais, assim como o posicionamento aéreo de caças e bombardeiros.

    Blinken garantiu que nada mudou na política dos EUA em relação a Taiwan e o governo americano não está buscando uma mudança no status quo da ilha e não apoia sua independência.

    Taiwan, com o qual os EUA não têm relações oficiais, é uma das principais fontes de conflito entre a China e os Estados Unidos, principalmente porque Washington é o principal fornecedor de armas da ilha e seria seu maior aliado militar no caso de um conflito militar com o gigante asiático. (Com agências internacionais).

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