Eterna e divina diva do lar

  • 06/05/2016 10:30

    Suas mãos são carícias a nos tocar;

    Seus olhos são carícias a formular;

    Suas mãos são enlevos a nos contornar e nos fazer absolutos para amar.

    Temos tudo diante do zelo, do carinho daquela que se tortura e se transforma para nos sustentar; temos tudo diante de alguém em desprendimento de si mesma e que nos olha enternecidamente; temos o amor a nosso alcance, a alma desprendida a nos doar atenção e cuidados em momentos de doenças e dissabores; temos o céu diante de nós, quando a incompreensão dos homens nos atinge; temos a realeza materna que se incumbiu de nos manter em aleitamentos por toda uma vida; temos o fruto fresco do amor doação e das sensações mais belas a nos envolverem nas carícias dos abraços e beijos. Sim, temos a força a nos impulsionar a caminhada. Temos ELA, a nossa MÃE.

    No enlevo de seu olhar, a passividade que nos traz em dias e noites, premida por suas preocupações e intuições.

    Na sensibilidade nata, a pureza das intenções, o reflexo amigo diante das almas pequeninas e queridas.

    O ritmo de vida a se desenvolver e se ajustar para que os entes tão queridos se façam adornar de alegrias e felicidades.

    Toda a diretriz de uma vida a se fazer em vias de amor e redenção.

    Diva do lar, mesmo que não encontre as premissas de um olhar;

    Mesmo que não tenha um retorno a acalentá-la;

    Mesmo que os lamentos a sufoquem em prantos de esquecimento;

    Mesmo que as atenções não lhe cheguem;

    Mesmo que a distância emoldure o seu coração diante dos retratos esmaecidos;

    Mesmo que nunca se esqueça dos momentos puros e felizes;

    Mesmo que a maternidade ainda não lhe tenha chegado;

    Não se aflija não se torture não se lamente;

    Pois a Virgem Santíssima dispôs também de muito pouco tempo para cultivar o Seu Enlevo Maior;

    Entretanto, as distâncias se encurtam, os corações se tangenciam, as almas se tocam na plenitude do Infinito, quando, então, não haverá disputas, esquecimentos, lamentos ou ausências.

    Mães, presentes e ausentes, autênticas ou assumidas, apenas Mães.

    O enlevo de uma alma a se fazer em doação e amor;

    Apenas a recíproca e verdadeira forma de saber concretizar o maior dos sentimentos;

    Apenas um pedaço dos céus… Diante de nós.


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