
Escritório do Iphan em Petrópolis: um analista para cuidar do patrimônio de 22 cidades
Com apenas um analista técnico em seus quadros para cobrir 22 cidades da região Serrana, o escritório do Iphan em Petrópolis é alvo de preocupação das entidades de arquitetura e urbanismo. Tanto que a Associação de Arquitetos e Urbanistas de Petrópolis (NAU) núcleo do Instituto de arquitetos do Brasil do departamento do Rio de Janeiro (IAB-RJ) se manifestou junto à presidência do órgão solicitando providências imediatas. A situação é crítica, na visão do NAU e ainda vai piorar: com apenas um técnico em atuação, e diante da possibilidade de desligamento desse único profissional, o escritório enfrenta o risco iminente de paralisação de suas atividades.
Polêmica no tombamento
A manifestação do NAU junto ao Iphan ocorreu antes mesmo da polêmica em torno do processo de revogação de tombamento de áreas e imóveis na cidade, levantada esta semana, depois de uma reunião ter tornado pública a revisão que inclui o detombamento de 8 mil imóveis. Segundo o NAU, a insuficiência de profissionais no escritório já gera atrasos nas análises técnicas, prejudica obras, inviabiliza projetos e ameaça a preservação do patrimônio histórico, essencial para o turismo e o desenvolvimento sustentável de Petrópolis. E aí fica a questão: se só Petrópolis tem 10 mil itens tombados, como o Iphan com apenas uma analista pode estar fiscalizando tudo e também de outras 21 cidades?
Botem reparo
Não apenas nós, mas o povo mais ligado em política notou: cabos eleitorais órfãos de candidatos que não foram bem sucedidos nas últimas eleições ou eles próprios sem sucesso nas urnas intensificaram a gravação de vídeos para as redes sociais mostrando os maus feitos pela cidade. No ponto de ônibus que desabou na Praça Dom Pedro teve até fila para gravar. Quem acompanha percebeu que o discurso está mais inflamado agora. É porque 2026 é logo ali?

LGBTQIA+
A Câmara de Vereadores promulgou a criação do Conselho Municipal da Diversidade Sexual e de Gênero (COMDIS), instituído pela Lei nº 9010 de 28 de março de 2025. O COMDIS será vinculado ao Gabinete do Prefeito e atuará como órgão consultivo e deliberativo, com composição paritária entre o poder público e a sociedade civil. Sua finalidade é fiscalizar, propor e promover políticas públicas em defesa dos direitos da população LGBTQIA+ no município. Entre suas atribuições estão a formulação de diretrizes, o monitoramento de ações governamentais e o combate à discriminação. Uma pauta de esquerda que o governo direitista vai ter que lidar.
A CPTrans planeja realizar operações especiais em horários de pico, tema que será debatido durante a reunião do Conselho Municipal de Trânsito, dia 14, na Casa dos Conselhos. Essas novidades pretende melhorar o fluxo de transporte e reduzir os impactos no trânsito em momentos de maior movimento. Outros assuntos, como a situação da Ponte do Arranha-Céu e o Relatório Mensal de Operação do Transporte Público, também estarão em pauta.
Contagem
Petrópolis está há 1 ano e 324 dias sem os 100% da frota de ônibus nas ruas depois do incêndio na garagem das empresas.
Colcha de retalhos
A colcha de retalhos que é a Lei de Uso Ocupação e Parcelamento do Solo, a Lupos, que determina como e onde construir, ganhou mais um pedacinho de pano. O prefeito aprovou mudança em artigos permitindo que o “afastamento lateral para a área destinada a implantação de dispositivos públicos, seja dispensado, desde que, com parede cega”. Até que esse nem seria nada demais. O problema é a constante mudança na lei.

Dados perdidos
Na reunião pública que a Câmara de Vereadores realizou para discutir o desempenho da Educação, foi falado que em outubro de 2024 os dados do servidor principal da prefeitura foram corrompidos e perdidos, afetando diretamente todos os departamentos da Educação. Mas, gente… E parece que não foi só na Educação, segundo apurou o vereador Octávio Sampaio. E foi feito o que ou deixaram por isso mesmo?
Convocação
Antes da tal audiência, ainda rolou um estresse com a oposição mostrando um artezinha que teria sido assinada pelo titular da pasta que convocava os servidores da Educação para estarem presentes no tal encontro, na Câmara de Vereadores. Ué, mas na hora do expediente? Vereadores querem saber de onde saiu o documento.
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