Encontrada nos EUA segunda cápsula do tempo sob estátua de general confederado

  • 28/12/2021 13:27
    Por Redação O Estado de S. Paulo / Estadão

    Trabalhadores que desmontavam o pedestal da estátua de um general confederado americano descobriram na segunda-feira, 27, uma caixa de cobre que teria sido enterrada há 130 anos, e que seria a segunda cápsula do tempo resgatada neste local em Richmond, no Estado norte-americano da Virgínia.

    “Foi encontrada!”, tuitou o governador do Estado, o democrata Ralph Northam. “Esta é provavelmente a cápsula do tempo que todo mundo estava procurando.”

    Segundo um artigo de um jornal de 1887, a base da estátua do general confederado Robert E. Lee ocultava uma cápsula do tempo contendo relíquias como botões e balas, moedas, mapas, uma imagem rara do presidente assassinado Abraham Lincoln em seu caixão e outros artigos.

    Na semana passada, curadores abriram um contêiner do tamanho de uma caixa de sapato, encontrada na base da estátua, mas que não era a mencionada no jornal antigo.

    A caixa encontrada na segunda-feira tem quase o dobro do tamanho e foi encontrada mais abaixo no solo. Northam, que acompanhou o tuíte com uma imagem do cofre, alertou que os curadores estudariam a peça.

    A preocupação, segundo o jornal The Washington Post, é que a caixa foi encontrada coberta por água. “Não está claro se a água entrou na caixa ou não”, disse Grant Neely, porta-voz do governador Northam.

    Imagens de raios-X divulgadas na noite de segunda-feira pelo gabinete do governador sugeriram que pelo menos alguns itens dentro da caixa permanecem intactos.

    A caixa está programada para ser aberta às 13 horas (hora local, 15 horas de Brasília) de terça-feira, 28, em um laboratório de conservação no Departamento de Recursos Históricos do Estado.

    A caixa menor continha três livros, pelo menos um panfleto, uma fotografia e uma moeda de prata. A maioria dos itens parecia estar relacionada aos homens que projetaram ou construíram o monumento original.

    Eles estavam molhados, mas surpreendentemente intactos, e estão em processo de conservação para que os historiadores possam entender melhor a história que contam.

    Durante a Guerra Civil, o sul confederado separou-se dos Estados Unidos e lutou para manter a escravidão, que o restante do país tinha abolido.

    A estátua de Lee em Richmond, cidade da Virgínia que foi a capital do sul durante o conflito sangrento de 1861-65, está entre os monumentos que foram removidos nos últimos meses por representar os confederados, partidários da escravidão.

    A estátua foi alvo de protestos contra o racismo no ano passado após a morte de George Floyd, um homem negro assassinado por um policial branco em Minnesota. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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