Empresas e universidades investem em tecnologias para aumentar a viabilidade de carros elétricos

  • 01/08/2018 13:20

    Se dependesse apenas dos custos de rodagem e manutenção, seria fácil convencer os consumidores a trocar seus carros a gasolina por modelos elétricos. Afinal, rodar com eletricidade é mais barato e a manutenção dos carros elétricos é bem mais simples e menos frequente. Fora a questão ambiental, a não poluição do meio ambiente com a queima de combustíveis fósseis.

    Mas, além da autonomia das baterias dos carros elétricos atuais, que raramente passam dos 200 km, um dos obstáculos à disseminação dos elétricos é o custo de compra dos carros. Isso porque eles trazem tecnologias ainda relativamente novas e usam componentes que dependem de materiais raros e, portanto, caros.

    Neste momento, fabricantes e universidades de todo o mundo investem milhões de dólares e horas de estudos pesquisando novos materiais que custem menos e sejam tão eficientes quanto os usados até agora. A Toyota, por exemplo, está desenvolvendo ímãs que usam metais alternativos que possam substituir os raros em sua produção. Já a Universidade de Córdoba, na Espanha, construiu uma bateria de grafeno, mais barata e eficiente que as atuais, de lítio. A norte-americana Universidade da Califórnia Riverside quer trocar a platina empregada nas células de combustível pelo módico cobalto

    Só para ter uma ideia da diferença de valores, nos Estados Unidos, enquanto um modelo elétrico puro como o Tesla Modelo 3 custa US$ 35.000, um elétrico fuel-cell, como o Toyota Mirai, sai por US$ 57.500. Os norte-americanos desenvolveram uma tecnologia que barateia substancialmente o custo das células ao substituir a platina usada no catalisador por cobalto, material que custa cerca de 100 vezes menos.

    No caso do lítio, o grafeno (uma das formas cristalinas do carbono) talvez seja o material mais pesquisado na área da mobilidade, em todo o mundo. De acordo com os pesquisadores, o grafeno substitui com vantagens o lítio, que já estaria no limite de seu rendimento nas baterias. Segundo eles, as baterias de grafeno terão maior densidade energética, menor tempo de recarga, vida útil mais longa e preço menor, na comparação com as baterias de lítio. Além disso, o tempo de recarga será cinco vezes mais rápido; vida útil duas vezes maior e preço final 77% menor.

    Para além das pesquisas que querem baratear o custo de produção e consequentemente o preço final dos elétricos, o grande problema é a rede de abastecimento/recarga. Como a autonomia da maioria dos carros comercializados atualmente não ultrapassa os 200 km, é preciso ainda investimento em pontos de recarga nas rodovias. Recentemente, foi inaugurado na rodovia Presidente Dutra, o maior corredor de recarga de elétricos da América Latina. São quase 500 quilômetros de pontos de recarga entre as capitais Rio de Janeiro e São Paulo.



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