Economia com Rafael Cataldo: O tabu de começar a investir

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  • 22/jun 08:00
    Por Rafael Cataldo*

    Este é o primeiro artigo da nossa coluna e se faz necessário me apresentar.

    Fundador do primeiro escritório de investimentos do Safra no interior do RJ, com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro em especial no segmento de pessoa jurídica, atendendo empresas e empresários da região, vou conduzir o leitor da Tribuna de Petrópolis ao mundo dos investimentos e negócios sempre focando em uma linguagem prática, simples mas sem deixar de passar a informação necessária.

    No mundo dos investimentos e negócios, é importante destacar que vocês sempre vão me ver associar estes dois universos, pois não há investidor sem patrimônio e patrimônios nascem de negócios e investir é um negócio, todos, sem exceção, somos investidores em tempo integral. Investimos não só em produtos financeiros mas também investimos de várias outras formas muitas vezes despercebidas:

    – Investimos tempo em nossos filhos, relacionamentos, famílias…

    – investimos ao gastar em livros, educação, lazer e alimentação

    – e investimentos ao parar para pensar sobre nossa vida financeira, ainda que sem contratar um produto financeiro.

    Assim, o tabú de começar a investir é apenas no sentido de utilizar produtos financeiros para rentabilizar nosso patrimônio. Ou seja, é a famosa frase “colocar o dinheiro para trabalhar para gente”.

    Então, para começar a investir, vamos responder algumas perguntas:

    Quanto? Preciso de muito para investir?

    Claro que não. Simplesmente cada um destina recursos na medida que estão disponíveis em suas vidas para criar poupanças e rentabilizar os saldos. Claro que quanto maior o valor disponível maior vai ser o acesso à produtos com rentabilidades melhores, mas qualquer valor pode ser aplicado e trabalhado de acordo com os objetivos e perfil do investidor.

    Como começar?

    O primeiro passo é saber que a pessoa mais indicada para conversar sobre esse assunto é o assessor de investimentos. Este, diferente do gerente do banco, vai trabalhar para você. Lhe assessorar. Lhe servir. Sim, pelo menos os bons assessores vão lhe atender, traçar o perfil e lhe proporcionar a experiência de ver seu patrimônio ser rentabilizado. O bom assessor vai considerar seu perfil, seu ciclo de vida e o seu valor disponível. E digo mais: o bom assessor vai extrapolar esta missão e vai se tornar um consultor em diversos assuntos de sua vida financeira.

    Onde investir?

    Claro que temos várias instituições financeiras: bancos, escritórios de investimentos e outros no mercado.

    Mas vou começar por onde não investir: pirâmides financeiras e produtos que não contam com a garantia de instituições sérias. Em nosso escritório temos o lema herdado do banco que representamos: “Só colocamos o dinheiro de nossos cliente onde colocaríamos o nosso dinheiro.” São muitos os casos de pessoas que sofrem com fraudes de criminosos prometendo altas rentabilidades e aí trago outra frase muito conhecida: “não existe almoço de graça”. Onde a rentabilidade é fora da curva o risco é ainda mais potencializado.

    Em que investir?

    Os produtos em si, independente da instituição financeira, são similares. Viraram commodities. Faço aqui uma brincadeira muito falado por um sócio meu: compare picanha com picanha e alface com alface. Somos procurados diariamente para pedir % de rentabilidade. Clientes dizendo: “quanto consegue em R$ XX.XXX,XX ao mês?”. Isso pode ser uma prática, as assessorias de investimentos sérias se preocupam sim com rentabilidade, mas se preocupam antes de mais nada em proteger o patrimônio do cliente para que ele tenha uma boa experiência ao investir e assim traga seu círculo de pessoas próximas para a carteira. Também conversamos com clientes que se dizem conservadores mas querem saber sobre criptoativo e outros ativos com volatilidade elevada. São muitas as disparidades e a visão macro do cliente corrige esse processo para uma boa gestão patrimonial.

    Então, se está começando, menos é mais, e aplicações em produtos simples com rentabilidades acima da inflação já são uma boa pedida. Se está começando e tem apetite ao risco, ações em bolsa, estruturas para papéis em bolsa com proteção a perdas e alavancagem de ganhos são interessantes se você tiver um assessor que monitore seus investimentos.

    O Convite:

    Fica o convite para entrar no mundo dos investimentos. 

    Abra a mente para o processo como um todo: primeiro um bate papo de perfil, um segundo momento para fazer a alocação/distribuição dos recursos de acordo com este perfil e depois os checkpoints para avaliações e rebalanceamentos. Esta é a “cachaça” de investir, um processo onde o investidor se delicia com cada rentabilidade e evolução do patrimônio e ainda conta com uma assessoria que lhe serve nos investimentos e nos demais negócios da vida entregando valor e satisfação.

    *Rafael Cataldo
    Head de Pessoa Jurídica da Tag Safra Invest – www.tagaai.com.br
    Amplio os horizontes das pessoas em busca de negócios financeiros rentáveis e longevos

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