Eça de Queiroz, 175 anos: uma leitura para além da escola

  • 25/11/2020 15:52

    Eça de Queiroz é considerado um dos maiores escritores da literatura em língua portuguesa. Nascido em 25 de novembro de 1845, há exatos 175 anos, na cidade portuguesa de Póvoa do Varzim, onde hoje é realizado um importante festival literário, Eça é apresentado ao leitor ainda na escola. Alguns de seus livros são leitura obrigatória nas aulas ou depois, no vestibular. Uma série de livros disponíveis nas livrarias brasileiras mostra que sua leitura se mantém atual e ultrapassa a tarefa escolar. Reconhecido em vida, Eça de Queiroz, é um autor clássico.

    Morto em 16 de agosto de 1900, 120 anos atrás, em Paris, Eça de Queiroz formou-se em Direito e foi cônsul de Portugal em lugares com Havana, Bristol, New Castle e Paris enquanto também atuava como jornalista e escrevia seus livros.

    De 1875, O Crime do Padre Amaro é o marco do realismo português. Antes desse livro, ele publicou O Mistério da Estrada de Sintra, em 1870. E depois, A Relíquia, em 1887.

    Eça de Queirós é também o autor de O Primo Basílio (1878), A Cidade e as Serras (póstumo, 1901), e Os Maias (1888), que virou minissérie da Globo, entre outros livros.

    Seu último romance, A Ilustre Casa de Ramires marcou sua produção literária pelo estilo crítico-irônico e se tornou uma de suas obras mais célebres. No enredo, um fidalgo do século 19 aspira a participar da política, ilustrando uma analogia feita por Eça com a história de Portugal. O livro de mais de 500 páginas é o cume da carreira literária do escritor português e marca a terceira e última fase de sua obra, caracterizada pela maturidade da escrita. Na primeira fase, pré-realista, os temas tratados pelo autor eram românticos em sua maioria. Já a segunda, a chamada fase realista, tem por aspecto predominante o retrato crítico da sociedade, com influência do Naturalismo.

    A grafia do sobrenome do escritor, “Queirós”, foi adaptada às reformas ortográficas portuguesas já que, na época em que viveu, escrevia-se “Queiroz”. O Estadão usa Queiroz.

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