Crime bárbaro: corpo de advogada foi encontrado carbonizado

25/jan 11:33
Por Janaina do Carmo

O corpo da advogada Patrícia Sá Fortes, de 51 anos, que foi assassinada pelo ex-funcionário, foi encontrado carbonizado pelos policiais civis. O homem, que confessou o crime, disse que usou restos de lixo e pneus para colocar fogo na vítima. Patrícia morreu estrangulada e esfaqueada pelo acusado depois que ele roubou seus pertences, seu carro e tentou fazer transferência bancária da conta da vítima.

Patrícia foi enterrada no cemitério de Itaipava na tarde de domingo (24). O crime bárbaro aconteceu entre a madrugada de sexta-feira (22) e manhã de sábado (23). A advogada foi rendida pelo criminoso quando estava em casa, na região de Itaipava. Depois de render a vítima e fazer o roubo, ele colocou Patrícia no porta malas do carro e seguiu para a cidade do Rio de Janeiro, para a comunidade do Arará, onde morava.

“Ele contou que quando abriu o porta malas achou que ela estava morta e decidiu se desfazer do corpo. Quando chegou na serra, ele percebeu que ela ainda respirava. Ele então jogou Patrícia de uma ribanceira, mas o corpo dela ficou agarrado em uma árvore próximo da via. Ele disse que desceu na ribanceira e deu as duas facadas, uma no pescoço e uma tórax para ter certeza que ela havia morrido. Depois então colocou fogo no corpo”, contou o delegado titular da 106ª Delegacia de Polícia (DP), Ney Loureiro.

Patrícia foi encontrada na rodovia BR-040, na altura do Belvedere, na pista de subida da Serra. Foi o próprio acusado que mostrou onde escondeu o corpo. Ele foi detido horas depois do crime na Comunidade do Arará, com ajuda dos policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (Core). O carro da vítima e pertences pessoais de Patrícia também foram encontrados na comunidade.

Segundo o delegado, o acusado estava em liberdade a cerca de um ano. Ele tem várias passagens por roubo, lesão corporal, estupro e receptação. O homem era ex-funcionário de Patrícia e antes de morar na Comunidade do Arará, vivia no Carangola.

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