• Colesterol não pode ser avaliado por número isolado

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  • 22/08/2022 08:55
    Por Professor Luiz Carlos Moraes

    Durante muitos anos, especialmente nos anos 60/70 e 80, o colesterol foi tido como vilão de enfarto do coração. Se no exame de sangue seu colesterol, em número absoluto, estivesse mais de 200 mg/dl… Pronto! Ferrou! Você estava condenado! Infelizmente até hoje a gente ainda encontra essa defasada informação olhando apenas para o valor absoluto. Não é bem assim. É preciso avaliar os outros valores comparados entre si descritos no exame de sangue: colesterol TOTAL, LDL, HDL, VLDL e os triglicerídeos. A maior causa de morte no mundo ainda é o infarto do coração e não é o colesterol o principal culpado. Para começar, todas as células do corpo precisam do colesterol desde a síntese dos hormônios até a própria membrana celular. Para determinar o risco cardíaco existem algumas equações indiretas que pouca gente avalia. São elas: Divida o valor do colesterol LDL pelo HDL – Bom resultado é que seja, menor que 2,3.

    Outro valor importantíssimo é quando o valor do HDL é 1/4 do valor do colesterol total. Se for menor que 3,3 melhor ainda. É só dividir um pelo outro. E tem mais. Divida o valor do triglicerídeo pelo HDL. Se for menor que 2,5 está ok. Vale lembrar que o resultado do perfil lipídico no exame de sangue é a soma do HDL, LDL e VLDL calculado pela equação chamada de Friedewald. Ou seja, se o HDL é alto, muito comum em corredores (as), a soma do colesterol total pode ultrapassar os “supostos” valores de referência de 200 mg/dl sem nenhum problema. Algumas pessoas podem ter valores de colesterol aumentado por fatores genéticos. Ou seja, fatores não modificáveis. Entretanto, atividade física regular, alimentação bem orientada, gerenciamento do estresse, qualidade do sono, hidratação entre outros hábitos de vida saudáveis são fatores modificáveis e podem manter o perfil lipídico controlado. É consenso médico que atividade física regular, qualquer uma, aumenta o HDL. Converse sempre com seu médico.

    Literatura Sugerida: 1) PRADO, Eduardo Seixas; DANTAS, Estélio Henrique Martin. Efeitos dos exercícios físicos aeróbio e de força nas lipoproteínas HDL, LDL e lipoproteína (a). Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2002. 2) MARTIN SS, et all (2013) – Comparison of a novel method vs the Friedewald equation for estimating low-density lipoprotein cholesterol levels from the standard lipid profile. JAMA. 2013. 3) Sociedade Brasileira de Cardiologia. Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose.

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