Cirurgia para correção de grau pode corrigir mais de 70% dos problemas de refração

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  • 23/maio 11:41
    Por Redação/Tribuna de Petrópolis

    Os problemas visuais são uma realidade em todo o mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 milhões de pessoas apresentam alguma doença relacionada à saúde dos olhos. Dessas, pelo menos metade possui problemas que poderiam ter sido evitados ou que ainda não receberam qualquer assistência médica. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 74,8% dos casos de cegueira e deficiência visual podem ser prevenidas ou curadas. As mais significativas são erros de refração (miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia) não corrigidos, catarata e DMRI.
     
    “A gente precisa entender que o funcionamento do olho é similar ao de uma câmera. Nele, há um sistema de lentes que leva a imagem para a retina, que equivale ao sensor do dispositivo fotográfico. Quem tem miopia, hipermetropia e astigmatismo a imagem se forma fora da retina e isso pode ser corrigido com óculos ou lentes de contato.  Também existe a possibilidade de correção cirúrgica à laser, em que é feito um “polimento” na córnea, como se estivesse sendo esculpida uma lente específica para aquela pessoa. É uma forma eficiente de dar ao paciente independência dos óculos”, explica o especialista em córnea e cirurgia refrativa, Dr. Fernando Luiz Medeiros.
     
    A principal dificuldade causada pelos problemas de refração é a visão embaçada. No entanto, quem sofre de alguma dessas alterações, pode ter dores de cabeça frequentes, problemas de foco ao ler ou olhar para um computador, além de enxergar um brilho em torno de luzes, visão turva e dupla. Além das lentes de contato e óculos, que são as principais alternativas usadas para solucionar esses casos, a cirurgia pode corrigir boa parte das situações.
     
    “Mas nem todo paciente pode ser submetido à cirurgia de grau, sendo essencial que as limitações da córnea sejam observadas. A sua espessura e curvatura, vão definir se aquele paciente pode ser submetido ao laser. Vale ressaltar que quanto mais alto é o grau, maior é a quantidade de laser usado e consequentemente, mais tecido corneano é consumido. Também é de extrema relevância, que o grau do paciente esteja estabilizado antes do procedimento ser realizado”, detalha Dr. Fernando, que também é diretor da Oftalmo Clinica de Petrópolis.
     
    Ainda de acordo com o especialista, a cirurgia tem grandes chances de zerar o grau, proporcionando a independência dos óculos. “Só quem depende dos óculos para enxergar sabe o quanto a qualidade de vida melhora depois da cirurgia refrativa. O que a gente mais ouve são relatos de pessoas que sentem suas vidas completamente transformadas, podendo praticar seu esporte favorito ou simplesmente podendo acordar e andar pela casa sem precisar de óculos”, pontua Dr. Fernando.
     
    O procedimento é realizado em poucos minutos, com o uso de tecnologias que mapeiam, inclusive, o movimento dos olhos, evitando qualquer tipo de transtorno durante a cirurgia. Cabe destacar que cuidados de pós operatórios devem ser observados para que ocorra uma recuperação tranquila. Os especialistas geralmente recomendam uma semana de repouso até que seja possível retomar as atividades cotidianas.

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