Chegada do frio pode favorecer aumento da circulação do coronavírus, alerta infectologista da Unimed Petrópolis

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  • 11/maio 13:10
    Por Jussara Madeira, especial para a Tribuna

    De acordo com o Painel Covid do Município, que teve sua última atualização nesta segunda-feira (9), Petrópolis tem 10 pacientes internados em decorrência da Covid-19, sendo quatro em leitos clínicos e seis em UTI. Na primeira semana de maio, foram registrados 80 novos casos, quase o dobro da última semana de março, quando foram notificados 45 pacientes positivos. A chegada dos dias frios pode possibilitar o aumento da circulação do vírus, aponta especialista.

    Petrópolis está há cerca de um mês sem registrar óbitos por Covid-19. No entanto, segue com uma morte suspeita em análise, aguardando resultado de laboratório. Apesar da retirada das máscaras trazerem alívio e a sensação de que a doença acabou, é preciso manter o alerta, já que o vírus continua circulando, mesmo com mais de 90% da população da cidade já tendo tomado ao menos duas doses da vacina contra a doença. Isso porque, “existem várias mutantes do vírus. Pode ser que uma delas se sobressaia, podendo contaminar as pessoas”, explicou o especialista J. Samuel Kierszenbaum, que é professor da Faculdade de Medicina de Petrópolis da disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias, pediatra e infectologista da Unimed Petrópolis.

    O aumento de casos de doenças respiratórias está relacionado com a chegada das estações mais frias, e com o coronavírus não é diferente. “Há uma possibilidade de aumento porque as pessoas ficam em ambientes fechados, então pode haver a contaminação. O problema é que estando em lugares abertos, há maior dificuldade de contaminação, ao contrário do que acontece estando em lugares fechados. O vírus continua circulando, mas em menor escala”, aponta o infectologista.

    O reforço na imunização com a vacina continua necessário, alerta o médico. Principalmente para as pessoas consideradas do grupo de risco – como os idosos. “Eles são vulneráveis, então podem acontecer vários motivos para que sejam contaminados. Por isso a vacinação no idoso é importante. O grupo de risco faz anticorpos e, ao mesmo tempo, podem diminuir a sua imunidade”, explicou.

    Apesar de estarmos em uma fase considerada “relativamente boa” da pandemia, o surgimento de uma nova variante não é descartado e cuidados ainda devem ser seguidos. “Isso pode acontecer, mas houve uma diminuição de contaminação. As internações diminuíram e estamos em uma fase relativamente boa. Mas devemos nos proteger, lavar as mãos, usar álcool em gel e evitar aglomerações. Isso é muito importante!”, ressaltou.

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