• Chapecoense e Avaí recebem sanções severas após confusão na final do Catarinense

  • 02/abr 16:50
    Por Estadão

    A final do Campeonato Catarinense, realizada no último dia 22 de março, na Ressacada, em Florianópolis, não ficou marcada apenas pelo título do Avaí, mas também por uma série de incidentes que levaram o Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC) a aplicar punições severas a jogadores, membros da comissão técnica e aos próprios clubes.

    O julgamento aconteceu nesta terça-feira, culminando em suspensões, multas e sanções que impactam diretamente ambas as equipes.

    O empate por 1 a 1 garantiu o 19º título estadual ao Avaí, mas a partida foi repleta de lances polêmicos, incluindo um pênalti contestado a favor do time mandante. Após o apito final, cenas de confusão se desenrolaram dentro e fora de campo.

    Torcedores do Avaí invadiram o gramado, gerando um ambiente hostil e levando jogadores da Chapecoense a reagirem de maneira agressiva.

    Diante da gravidade dos fatos, a Procuradoria da Justiça Desportiva de Santa Catarina apresentou denúncias com base no Regulamento Específico da Competição e no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

    Um dos episódios mais impactantes envolveu o volante Jiménez, da Chapecoense, que, ao ver um torcedor do Avaí fazendo gestos obscenos em direção à torcida visitante, reagiu com uma voadora.

    O jogador recebeu uma suspensão de 10 jogos e foi multado em R$ 1 mil. Após o incidente, o atleta paraguaio se manifestou publicamente pedindo desculpas:

    “Perdi o controle e caí na provocação de pessoas que invadiram o campo, onde eles não deveriam estar. Eles faziam gestos obscenos para minha família e para a torcida da Chapecoense. Mas nada disso justifica a violência.”

    Além de Jiménez, outros jogadores e membros das comissões técnicas também foram penalizados. O Avaí, por sua vez, foi punido com partidas de portões fechados devido à invasão de torcedores ao gramado.

    As penalidades ainda são passíveis de recurso, e os clubes podem buscar reduções das sanções aplicadas. No entanto, as decisões reforçam a necessidade de um maior controle disciplinar, tanto dentro quanto fora de campo, para evitar novos episódios de violência no futebol catarinense.

    Confira a lista completa das penalidades:

    CHAPECOENSE:

    Jiménez: suspenso por 10 jogos e multado em R$ 1 mil.

    Giovanni Augusto: suspenso por 7 jogos e multado em R$ 1 mil.

    Dentinho: suspenso por 6 jogos e multado em R$ 1 mil.

    Gilmar Dal Pozzo (técnico): suspenso por 1 jogo.

    Maringá (dirigente): suspenso por 15 dias e multado em R$ 1 mil.

    Alex Passos (dirigente): suspenso por 30 dias.

    Clube: multado em R$ 13,6 mil.

    AVAÍ:

    Judson: suspenso por 1 jogo.

    Luís Fernando Flores (auxiliar técnico): suspenso por 6 jogos e multado em R$ 1 mil.

    Clube: três jogos com portões fechados e multa de R$ 6,5 mil.

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