Catedral é reinaugurada com visita do Ministro do Turismo; obra era necessária desde 1988

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  • Evento foi realizado na tarde desta quinta; Ministério espera injeção de R$ 10 milhões na economia local com a reforma

    30/jun 20:32
    Por João Vitor Brum

    Foi realizado nesta quinta-feira (30) o primeiro evento de reinauguração da Catedral São Pedro de Alcântara, após reforma que custou R$ 13,1 milhões por meio do BNDES Fundo Cultural, fomentados pela Lei de Incentivo à Cultura. A visita à Catedral foi guiada pelo Bispo Dom Gregório Paixão, que contou a história da igreja e mostrou os principais pontos que receberam intervenções, que, segundo o bispo, era necessária desde as chuvas de 1988, quando a estrutura foi atingida. A expectativa do Ministério do Turismo é que a reforma represente um aumento no público e um aumento de R$ 10 milhões anuais à economia local. 

    Agora, novos espaços da Catedral poderão ser visitados pela população e por turistas, como o telhado e uma galeria auto expositiva que foi criada em um dos andares superiores da igreja. 

    Um circuito de visitação ao interior do Santuário também foi criado e uma praça anexa à Catedral foi construída. Além disso, todo o terreno da igreja passou a ser gradeado e a entrada, agora, conta com acessibilidade. 

    “Essa obra, principalmente, aconteceu para manter esse prédio de pé, pois a chuva de 1988 rachou a estrutura, que poderia ruir ao longo das próximas décadas. A Catedral é um patrimônio brasileiro, faz parte de nossa história, é um patrimônio da fé e do povo. É motivo de muita alegria poder reinaugurar esse espaço hoje, em especial com tantas novidades”, disse o Bispo Dom Gregório Paixão.

    A expectativa é que a reabertura ao público, após o fim das obras de restauração, impulsione a visitação turística no local e reforce a vocação da cidade para o turismo histórico-cultural do país. Anualmente, a Catedral recebe cerca de 350 mil visitantes, e a expectativa é que o público aumente ainda mais com a reforma.

    “Hoje é um dia que ficará marcado na história do nosso país. Estamos devolvendo ao Brasil um patrimônio histórico e cultural completamente restaurado: a Catedral Imperial, que só foi possível graças ao trabalho em conjunto e em parceria do governo federal. Obras como essa devem ser entregues à população, templos como esse devem ser valorizados e usados pelo povo. É isso que viemos aqui defender”, destacou o ministro do Turismo, Carlos Brito.

    A execução das obras, iniciada em janeiro de 2021, foi acompanhada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O superintendente do órgão no Estado do Rio, Olav Schrader, destacou o nível de sofisticação da reforma.

    “Essa obra é entregue no melhor momento possível, após a tragédia e todo o sofrimento da cidade. É uma reforma gigante, sofisticadíssima, que inclusive moveu o telhado em 10 centímetros, algo que se vê em obras na Europa ou na Ásia. Isso aqui é uma pérola da engenharia nacional e o mundo merece saber”, garantiu Schrader.

    O projeto de restauração foi proposto pela Mitra Diocesana de Petrópolis e contemplou ainda outros serviços, como limpeza, recuperação das fachadas, cobertura e revestimentos interiores. 

    Também foi realizado um amplo trabalho de reforço das bases estruturais, com o acompanhamento de arqueólogos. Empresas e trabalhadores locais executaram a empreitada, movimentando a economia da cidade. Ao todo, 60 empregos diretos e mais de 100 indiretos foram gerados pela restauração.

    O templo foi idealizado durante a fundação de Petrópolis, em 1843, começou a ser construído em 1884, mas foi em 1925 a sua inauguração. Inspirado nas antigas catedrais do norte da França, o engenheiro e arquiteto baiano Francisco Caminhoá delineou o projeto arquitetônico em estilo neogótico. Hoje é um dos principais cartões-postais da cidade e abriga um mausoléu onde estão os restos mortais da Família Imperial. A Catedral Imperial foi tombada pelo Iphan em 1980. 

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