Casa Domo Geodésico, no Vale das Videiras, encanta pela sua sustentabilidade e energia

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  • Por Aghata Paredes

    Imagine uma casa sonhada, planejada e construída para restaurar o equilíbrio físico, energético e psicológico de seus moradores. Esta casa existe e fica no Vale das Videiras, em Petrópolis.

    Fotos: Divulgação

    O sonho da carioca Mariana Soares era morar numa casa domo, ou seja, numa casa arquitetada e construída de maneira consciente. Mas ela não parou por aí. Foi além e construiu com o seu companheiro, que é gaúcho, uma casa no modelo de Geometria Sagrada. 

    A Geometria Sagrada é considerada a base de todas as formas. Segundo Mariana, é uma ciência antiga que explora e explica os padrões de energia, que criam e unificam todas as coisas, revelando a maneira precisa pela qual a energia do universo se organiza. 

    Tudo está interligado

    “Os padrões geométricos estão na base de todas as formas encontradas na natureza, desde a estrutura do átomo até a formação de galáxias, passando pelas flores e animais, incluindo o próprio ser humano.”, explica Mariana. Segundo a idealizadora e moradora da casa, as formas naturais, todas harmônicas entre si, criam vibrações específicas. As frequências destas vibrações, por sua vez, é que sustentam o equilíbrio de tudo o que existe no Universo. 

    Fotos: Divulgação –  O “nascimento” dos triângulos, pentágonos e hexágonos nesta casa, no Vale das Videiras, acontece a partir do corte preciso das madeiras

     “Eu sempre tive esse olhar para arte, para as formas da natureza, para a sabedoria de nossos ancestrais.”

    Mariana Soares

    Semelhante a uma oca indígena, a Casa Domo Geodésico encanta em todos os sentidos. Não à toa foi pensada nos mínimos detalhes por Mariana, que mora no local com o seu parceiro. “Quando decidimos construir nossa casa, contei para o meu companheiro sobre o sonho de morar numa casa domo e ele topou na hora. Ficamos uns seis meses sonhando, planejando e calculando. Além disso, tivemos a ajuda de uma arquiteta e de um construtor. A ideia era projetar um design consciente que tivesse o menor impacto negativo possível no território. Para isso, pensamos numa casa que gerasse menos resíduo quando comparada às estruturas tradicionais, e relativamente fácil e rápida de construir.”, explica.

    Foto: Divulgação – Mariana e Cristiano, o casal-habitante da Casa Domo Geodésico

    Por que Domo Geodésico?

    Domus, no latim, significa casa ou construção, e Geodésica, remete à forma da Terra na Física. 

    Foto: Divulgação

    Foi durante a pandemia que tudo começou. Mariana e Cristiano já tinham o terreno e decidiram construir a tão sonhada casa. Designers de sustentabilidade por formação, ambos estudam permacultura, ou seja, o planejamento e execução de espaços sustentáveis.

    Um projeto que abraça a natureza 

    O projeto da Casa Domo Geodésico tem agrofloresta, tratamento de esgoto, reaproveitamento da água da chuva, tratamento de águas cinzas, composteira, reciclagem de resíduos e horta. Além disso, uma outra parte está sendo construída com a finalidade de receber as práticas de yoga, meditação e ayurveda de Mariana. 

    Foto: Divulgação – “A integração com a natureza é algo que me faz agradecer e celebrar todo dia. Estou dando aulas, cozinhando, na cama e de todos os lados têm a luz solar, as árvores, montanhas, pássaros, o céu, a Lua, as estrelas.”

    O isolamento térmico e acústico da casa, feito com manta de pet 100% poliéster, chama a atenção no quesito sustentabilidade. Em sua produção é utilizado o gás natural, que emite dez vezes menos CO2. 

    O casal ainda plantou muitas árvores no local para compensar o uso da madeira nos pisos, triângulos, forro e nas bancadas da casa.

    Foto: Divulgação

    Cotidiano poético

    Questionada sobre como foi construir esta casa, Mariana conta que desde o momento em que ela e o companheiro iniciaram a construção da “casa-nave, casa-oca, casa-domo, casa-redonda”, como os vizinhos a chamam, ficaram encantados. Durante a construção descobrimos que somos criativos, pacientes e muito corajosos para solucionar os problemas de uma construção fora dos padrões. Além disso, adoramos a luz natural, o teto alto, a interação com a natureza, o fluxo de energia espiral e a sensação de segurança, como num útero mesmo.”

    A experiência de morar numa casa domo e sagrada, segundo a carioca, é bem diferente de estar numa casa retangular. “Nossa casa em formato de cúpula é energeticamente eficiente e viva, orgânica, ela tem seu próprio movimento, um fluxo ascendente de ar, muito éter (espaço vazio) e interage conosco o tempo todo. O movimento das nuvens, o céu, as copas das árvores, além da eficiência energética, nos permite experimentar um fluxo de presença maravilhoso. Depois de vivermos em uma cúpula geodésica é curioso para nós estar numa casa retangular. Algo bem diferente e difícil de explicar. As luzes quase nunca são acesas. É uma casa para quem acorda e dorme com o Sol, e na Lua Cheia tem banho de lua na cama.”, conta. 

    Para quem se interessar, o casal compartilha as experiências vividas na casa num perfil no Instagram

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